DIRETRIZES E CONDUTAS PARA A ÁREA DE SAÚDE DA UNICAMP:
FUNDAMENTAÇÃO
Estabelecer diretrizes e normas de conduta, é uma demanda antiga de alunos, residentes e da área hospitalar, visando seu processo de completa acreditação e uma melhor formação de recursos humanos. Neste momento, o estabelecimento de tais diretrizes atende também às necessidades de otimização financeira, hierarquização do atendimento e a nova definição do perfil assistencial da Área de Saúde da UNICAMP.
A boa prática da Medicina exige da equipe de Saúde uma normatização dos vários procedimentos envolvidos na conduta de cada caso clínico ou cirúrgico. Embora o cuidado com o paciente seja sempre individualizado e dependa de uma série de fatores clínicos, sócio-econômicos, culturais e ambientais, a decisão médica deve ser baseada nas evidências provenientes da literatura pertinente. Este grande cabedal de informações se multiplica em velocidade vertiginosa o que torna impossível ao médico manter-se atualizado em todas as áreas do conhecimento.
Assim, o estabelecimento por especialistas de diretrizes e normas para condutas médicas pode oferecer subsídios críticos a tomada de decisões e a boa formação de alunos e especialistas e de todos aqueles interessados na atualização médica continuada que efetivamente beneficie o paciente.
GRUPO DE TRABALHO
Com o intuito de apresentar uma normatização de procedimentos e diretrizes no atendimento médico do Hospital das Clínicas/UNICAMP, que seja de caráter didático, a Diretoria da FCM, através da Portaria DFCM n°. 041/06, nomeou um grupo de trabalho constituído pelos seguintes membros: Profª. Drª. Laura Sterian Ward, Prof. Dr. Manoel Barros Bertolo, Prof. Dr. Renato Passini Júnior, Profª. Drª. Antonia Terezinha Tresoldi, Profª. Drª. Enfa Maria Izabel Pedreira de F. Ceribelli, Prof. Dr. Nelson Adami Andreollo e Dr. Marco Antonio de Carvalho Filho, Profª. Drª. Cristina Ap. A. Caruy, Profª. Drª. Irene Harumi Kamata Barcelos, Profª. Maria Letícia Cintra e Profª. Drª. Eliana Cotta de Faria.
DIRETRIZES AMB/CFM
A Associação Médica Brasileira e o Conselho Federal de Medicina comprenderam a necessidade de estabelecer diretrizes há vários anos. Existem hoje mais de 100 diretrizes classificadas por ordem alfabética e por sociedade de especialistas. Esta iniciativa da Área de Saúde da UNICAMP e da FCM, não tem a pretensão de reescrever tais diretrizes, mesmo porque várias foram elaboradas por docentes de nossa Faculdade. No entanto foram acrescentadas a estas algumas outras que ainda não estavam incluídas entre as definidas pela AMB/CFM, e os comentários de docentes de grande experiência sobre algumas daquelas já existentes no site: http://www.amb.org.br/inst_projeto_diretrizes.php3
NORMAS DE REDAÇÃO E ELABORAÇÃO DAS DIRETRIZES FCM
Todas as diretrizes devem seguir a metodologia proposta pela AMB/CFM.
Os temas abordados são de inteira escolha do autor, devendo abordar assuntos pontuais e restritos, enfocando diagnóstico e/ou terapêutica.
O texto deverá ter um máximo de 180 linhas (03 páginas em espaço simples), cerca de 10 referências, cada uma delas classificadas de acordo com as normas da AMB/CFM para nível de evidência. A abordagem deverá ser simples e clara, incluindo esquemas ou algoritmos, sempre que possível.
RESPONSÁVEIS POR ÁREAS
Os autores deverão ser designados por membros deste Grupo de Trabalho, sendo responsáveis pelas Diretrizes em:
- Cirurgia: Prof Nelson Adami Andreollo
- Pediatria: Profª. Drª. Antonia Terezinha Tresoldi
- Neurologia: Prof. Dr. Fernando Cendes
- Obstetrícia e Ginecologia: Prof. Dr. Renato Passini Júnior e Prof. Dr. Luiz Guillermo Bahamondes
- Clínica Médica: Prof. Dr. Otávio Rizzi Coelho
- Urgências Clínicas: Dr Marco Antônio de Carvalho Filho & O Prof Dr Paulo Madureira
- Demais grupos, incluindo Ortopedia, Oftalmologia, Otorrinolaringologia .
- Enfermagem: Profa. Dra. Maria Isabel Pedreira de Freitas Ceribelli
- Diretrizes de conduta para atendimento primário: Prof Dr Wilson Madruz & Profa Dra Olga M. F. Carvalho
- Psiquiatria: Prof Dr Wolgrand Alves Vilela
Vale lembrar que normas e diretrizes são guias para o estabelecimento de condutas, não sendo regras absolutas. Estão sujeitas a continuas modificações decorrentes do avanço do conhecimento e com as mudanças estruturais dos serviços de saúde onde são aplicadas, devendo ser periodicamente revistas e atualizadas.


