Pesquisa sobre memória procura voluntários na Unicamp

Com o envelhecimento, os riscos de desenvolver problemas de memória aumenta exponencialmente. Em todo o mundo, aproximadamente 1 a cada 20 pessoas com mais de 65 anos tem doença de Alzheimer, doença neurodegenerativa que leva ao declínio progressivo da memória, de outras funções cognitivas e do comportamento. Ainda não há cura para a doença de Alzheimer.

Para melhor entendimento sobre os riscos e possíveis prevenções da doença de Alzheimer e outras doenças da memória, o médico Lucas Barnes realiza no Cecom da Unicamp uma pesquisa sobre alterações da memória e fatores associados. Para participar da pesquisa o voluntário precisa ter 55 anos ou mais, ser funcionário Unicamp ou Funcamp e não ter queixas em relação a memória no dia a dia. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Unicamp.

Os voluntários farão parte de um grupo controle. A duração da consulta é de aproximadamente 1h30min. O agendamento pode ser pelo email barnes110@hotmail.com informando que deseja participar do grupo controle da pesquisa sobre memória.

A pesquisa irá comparar dois grupos de pessoas com idade igual ou maior a 55 anos que tem queixa de declínio da memória e que não percebe nenhum declínio da memória. Os participantes passarão por uma avaliação médica especializada em comprometimento de memória e serão submetidos a exames de sangue, de urina e de ressonância magnética de crânio sem contraste.

De acordo com Lucas Barnes, não há riscos aos participantes relacionados aos procedimentos da pesquisa. Todas as informações coletadas e resultados de testes e exames são totalmente confidenciais e não serão divulgados, sendo, portanto, uma pesquisa anônima. Todos os resultados dos exames ficarão com o participante.

“Atualmente, o foco das pesquisas está na identificação de pessoas com risco de desenvolver a doença de Alzheimer e em tratamentos preventivos anos antes da deterioração da memória. Se forem constatadas quaisquer alterações clínicas, o participante será encaminhado para seguimento médico especializado no Cecom”, disse Barnes.