Qualificações e Defesas - Detalhes

Estratificação de risco na Hemorragia Digestiva Alta Varicosa: Longe de um escore ideal.

Candidato(a): Carla Luiza de Souza Aluizio
Orientador(a): Cristiane Kibune Nagasako Vieira Da Cruz



Apresentação de Defesa
Curso: Mestrado em Clínica Médica
Local: Integralmente à distância.
Data: 22/04/2021 - 08:00 hrs
Banca avaliadora
Titulares
Cristiane Kibune Nagasako Vieira Da Cruz - Presidente
Luiz Roberto Lopes
Ermelindo Della Libera Junior
Suplentes
Daniel Ferraz De Campos Mazo
Dalton Marques Chaves

Resumo


Introdução: A hemorragia digestiva alta varicosa (HDAv) resulta do sangramento de varizes esofágicas e/ou gástricas. É uma complicação grave da hipertensão portal (HP). A estratificação precoce, identifica pacientes de alto risco, candidatos a um tratamento mais agressivo. No entanto, ainda não está claro como prever eventos adversos e identificar esses pacientes de alto risco. Na HDAv, pontuações altas de Child-Turcotte-Pugh (CTP) e MELD estão associadas à disfunção hepática grave e pior prognóstico. O uso dos escores de Rockall (RS), Glasgow-Blatchford (GBS) e AIMS65 são validados para estratificação de risco na hemorragia digestiva alta não varicosa (HDAnv); entretanto, seu uso é controverso na HDAv. Objetivos: Comparar o desempenho do CTP, MELD e do RS, GBS e AIMS65 na estratificação de risco para ressangramento e/ou mortalidade associadas a HDAv. Métodos: Foi realizado um estudo retrospectivo de pacientes com HDAv atendidos em um hospital terciário de janeiro de 2016 a julho de 2019. Os achados clínicos, laboratoriais, endoscópicos e de prognóstico foram avaliados, além dos desfechos em 6 semanas. A AUROC (área sob a curva Receiver operating characteristic) foi calculada para cada escore. Resultados: Foram incluídos 222 pacientes. As taxas de ressangramento e mortalidade em seis semanas foram de 14 e 18.5 , respectivamente. Nenhum dos escores apresentou boa acurácia (AUROC < 0,70) para discriminar pacientes com maior risco de ressangramento: RS 0.59; GBS 0.57; AIMS65 0.61; CTP 0.63; e MELD 0.56. Para predizer mortalidade em 6 semanas, apenas CTP (AUROC 0.72) e MELD, (AUROC 0.74) apresentaram acurácia aceitável. CTP 9.5 e MELD 17.5 definiram os grupos de alto risco para mortalidade. Conclusão: RS, GBS e AIMS65 não foram capazes de prever ressangramento ou mortalidade em 6 semanas em pacientes com HDAv. CTP e MELD podem discernir os pacientes com maior risco de mortalidade em 6 semanas, mas não para ressangramento.