Qualificações e Defesas - Detalhes

A influência de agonistas de PPARγ ou PPARα na programação metabólica decorrente de restrição calórica durante gestação e lactação

Candidato(a): Vanessa Barbosa Veronesi
Orientador(a): Gabriel Forato Anhe



Apresentação de Defesa
Curso: Doutorado em Farmacologia
Local: integralmente à distância
Data: 14/08/2020 - 14:00 hrs
Banca avaliadora
Titulares
Gabriel Forato Anhe - Presidente
José Donato Júnior - ICB - Universidade de São Paulo
Marciane Milanski Ferreira
Sandra Yasuyo Fukada Alves - Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - USP
Maria Isabel Cardoso Alonso Vale
Suplentes
Patricia De Oliveira Prada
Luiz Osório Silveira Leiria - USP-SP
Fabiola Taufic Monica Iglesias

Resumo


Ratos nascidos de mães submetidas a restrição calórica durante a gravidez e lactação exibem menor peso ao nascer e menor adiposidade na vida adulta. Os receptores ativados por proliferadores de peroxissomos (PPARs), em vez disso, são receptores nucleares que desempenham papéis importantes na diferenciação de adipócitos. Dessa maneira, o objetivo do nosso estudo foi avaliar se o uso de agonistas PPARα (gemfibrozila) ou PPARγ (pioglitazona) em mães expostas a RC durante a gestação e lactação seriam capazes programar um ganho de peso na prole sem promover alterações metabólicas depreciativas. Para isso ratas Wistar foram mantidas em RC de 50 desde o 11º dia de gestação até o 21º dia e as drogas Gemfibrozil (90mg/kg) e Pioglitazona (10mg/kg) foram incorporadas à ração padrão e oferecidas durante tal período. Após o desmame as proles fêmeas seguiram com dieta padrão e entre a 22° e a 25° semana de vida foram submetidas a diversos experimentos. Para avaliar as possíveis alterações metabólicas as proles adultas do sexo feminino foram submetidos a dosagem lipídicas, calorimetria indireta, ensaio de produção de VLDL, DEXA para composição corporal, pesagem de coxins adiposo e análise de expressão gênica de tecidos adiposos brancos e marrons. Com isso, o tratamento de mães expostas à RC com gemfibrozila gerou uma prole que tem a capacidade de consumir mais alimento e ganhar mais peso ao longo da vida resultando em maior adiposidade na vida adulta. Interessantemente, este ganho de adiposidade é acompanhado de menor acúmulo de gordura no fígado e menor produção de VLDL na vida adulta. Além disto, tal ganho não é acompanhado de menor gasto energético e não está associado à resistência à insulina ou intolerância à glicose. Quando analisamos as mães tratadas com GEM foi observado que estas apresentam concentrações de corticosterona menores que as mães RC no 15° dia de gestação. Já a ativação materna do PPAR-γ durante uma gestação que transcorre com RC, por sua vez, não afetou o peso corporal das filhas, mas aumentou a adiposidade visceral. Ao contrário da ativação maternal de PPAR-α, os animais nascidos de mães tratadas com pioglitazona (PIO) apresentaram inflexibilidade metabólica e redução do gasto energético na vida adulta. Estes efeitos são acompanhados por uma redução da expressão gênica de UCP1 no BAT, bem como menor peso relativo deste coxim. Além disso, também há aumento da expressão de importantes genes do metabolismo lipídico.