Qualificações e Defesas - Detalhes

ESTUDO DA AUTOFAGIA EM MUCOSA DE RESERVATÓRIO ILEAL DE PACIENTES COM RETOCOLITE ULCERATIVA E POLIPOSE ADENOMATOSA FAMILIAR

Candidato(a): Nielce Maria de Paiva
Orientador(a): Raquel Franco Leal


Coorientador(a): Marciane Milanski Ferreira
Apresentação de Defesa
Curso: Doutorado em Ciências da Cirurgia
Local: anfiteatro do gastrocentro - unicamp
Data: 11/12/2018 - 09:00 hrs
Banca avaliadora
Titulares
Raquel Franco Leal - Presidente
João José Fagundes - Universidade Estadual de Campinas
Giovanna Rosa Degasperi - Pontifícia Universidade Católica de Campinas
Fabio Rogerio
Carlos Walter Sobrado Junior - Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
Suplentes
Leticia Martins Ignacio De Souza
José Luis Braga de Aquino
Elizete Aparecida Lomazi

Resumo


A retocolectomia total com reservatório ileal (RI) e anastomose ao canal anal tem sido considerada o tratamento cirúrgico padrão para doentes portadores de retocolite ulcerativa (RCU) refratária ao tratamento clínico e para pacientes com polipose adenomatosa familiar (PAF) com mais de 20 pólipos retais. Bolsite é uma das complicações mais comuns após este procedimento nos pacientes com RCU. Defeitos na autofagia têm sido relatados em doenças inflamatórias intestinais. No entanto, não há estudos na mucosa do RI. Objetivo: Avaliar marcadores moleculares de autofagia na mucosa do RI de pacientes com RCU e com PAF comparando-os com controle de íleo distal normal. Casuística e Método: Dezesseis pacientes submetidos à retocolectomia total e confecção do RI em “J”, assintomáticos e com RI endoscopicamente normal foram avaliados. O grupo controle foi constituído por 8 pacientes com colonoscopia normal. As biópsias foram congeladas em nitrogênio líquido e os níveis proteicos e transcricionais dos marcadores de autofagia foram avaliados por meio de imunoblot de extrato proteico total e por PCR em Tempo Real (qPCR), respectivamente. A ausência de ileíte do RI foi determinada por parâmetros clínicos, histológicos e endoscópicos, de acordo com o Índice de Atividade da Ileíte do RI. O presente estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Unicamp e os participantes assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE). Utilizaram-se testes não paramétricos para a análise estatística. Nível de significância adotado foi p<0,05. Resultados: Houve uma diminuição significativa nos níveis transcricionais de ATG5, MAP1LC3A e BAX no grupo PAF (p<0,05). Encontrou-se também uma diminuição dos níveis proteicos de Beclin-1 nos pacientes com RCU e PAF em comparação ao grupo controle (p<0,05). Embora os níveis de LC3-II por imunoblot estarem maiores no grupo RCU, a colocalização LC3/p62 foi menor na análise quantitativa da imunofluorescência dos grupos RCU e PAF em comparação ao grupo controle (p<0,05). Corroborando com esses resultados, houve aumento dos níveis de p62 por imunoblot no grupo RCU. Conclusão: Esses achados indicam a modulação de marcadores da macroautofagia no RI, tanto de RCU quanto de PAF, o que pode explicar a predisposição à inflamação da mucosa nesses reservatórios.