Qualificações e Defesas - Detalhes

AUTOLESÃO NÃO SUICIDA: ANÁLISE BIBLIOMÉTRICA E DESCRIÇÃO DO COMPORTAMENTO EM ESTUDANTES DE GRADUAÇÃO

Candidato(a): Bárbara Evelline da Silva Bandeira
Orientador(a): Eloisa Helena Rubello Valler Celeri


Coorientador(a): Amilton Dos Santos Junior
Apresentação de Defesa
Curso: Mestrado em Saúde da Criança e do Adolescente
Local: Integralmente à distância - https://meet.google.com/nsd-nxuk-zfb
Data: 15/04/2021 - 14:00 hrs
Banca avaliadora
Titulares
Eloisa Helena Rubello Valler Celeri - Presidente
Renata Cruz Soares De Azevedo
Larissa Polejack Brambatti - Universidade de Brasília
Suplentes
Marcos Tadeu Nolasco Da Silva
Sheila Cavalcante Caetano - Universidade Federal de São Paulo

Resumo


O pertencimento ao ambiente acadêmico marca a transição da adolescência para a vida adulta. Esse período marcado por mudanças intensas é associado a risco elevado para sofrimento e transtornos mentais. A autolesão não suicida traz preocupação nos campi universitários, devido a sua alta prevalência entre os estudantes.
Objetivos: descrever autolesão não suicida em estudantes de graduação da Universidade Estadual de Campinas-SP e descrever o perfil sociodemográfico dos estudantes envolvidos com o comportamento.
Métodos: o estudo faz parte de uma pesquisa sobre perfil sociodemográfico, qualidade de vida e saúde mental de estudantes de graduação da UNICAMP. Foi elaborado um questionário específico e inédito sobre autolesão não suicida baseado nos critérios diagnósticos propostos pelo DSM 5. O questionário foi aplicado no período de 2017 a meados de 2018 e os dados foram analisados através do programa de análise estatística SPSS. O projeto e o termo de consentimento livre e esclarecido foram aprovados pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Unicamp.
Resultados: participaram do estuo 6906 estudantes de graduação da UNICAMP de todos os cursos. Quanto ao comportamento de autolesão não suicida, 17,8 dos estudantes relataram pelo menos um episódio ao longo da vida, sendo que 35 descreveram ter feito isso pela primeira vez entre 14 a 16 anos. Ao considerar os critérios propostos pelo DSM 5, o número de estudantes que se envolveu com o ato autolesivo sem intenção suicida de maneira recorrente, ou seja, em cinco ou mais episódios em um ano, foi de 7,8 do total da amostra. O comportamento recorrente apresentou maior associação com diagnóstico de transtorno mental, busca por atendimento psiquiátrico e psicológico e comportamento suicida quando comparado com o comportamento esporádico.
Conclusão: A autolesão não suicida é um problema de saúde individual e pública. Por estes motivos, é de extrema importância a compreensão aprofundada desse comportamento, visando detecção precoce como estratégia eficaz no manejo dos casos.