Qualificações e Defesas - Detalhes

Terapia endócrina em pacientes com câncer de mama hormônio receptor positivo, HER2 negativo e metástase visceral: uma revisão sistemática e metanálise

Candidato(a): Juliana Lenzi
Orientador(a): André Deeke Sasse



Apresentação de Defesa
Curso: Mestrado em Clínica Médica
Local: on-line
Data: 23/10/2020 - 09:00 hrs
Banca avaliadora
Titulares
André Deeke Sasse - Presidente,
Universidade Estadual de Campinas
Maria del Pilar Estevez Diz
Susana Oliveira Botelho Ramalho - Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher - UNICAMP
Suplentes
Carmen Silvia Passos Lima
Paola Bertolotti Cardoso Pinto - Hospital A.C. Camargo

Resumo


Introdução: O tratamento do câncer de mama metastático continua um desafio para a medicina, apesar de recentes descobertas científicas e avanços tecnológicos. Novos agentes endócrinos, com diferentes mecanismos de ação, possibilitaram melhoras de desfechos clínicos relevantes. Mesmo assim, a presença de metástase visceral parece ser na prática clínica, um fator relacionado à prescrição de quimioterapia. Esta revisão sistemática com metanálise tem por objetivo avaliar o impacto preditivo da presença de metástases viscerais nos desfechos sobrevida global, sobrevida livre de progressão e taxa de resposta através de comparação de subgrupos em estudos avaliando terapias endócrinas inovadoras versus tratamentos endócrinos padrão. Métodos: Foi realizada uma revisão sistemática de acordo com o método PRISMA, de estudos randomizados publicados entre 2008 a 2018, seguida de metanálise dos desfechos extraídos utilizando o software RevMan, versão 5.0, disponibilizado pela colaboração Cochrane. Resultados: Analisamos dados acumulados de 6653 pacientes com taxa aproximada de 55 apresentava metástase visceral. No desfecho sobrevida livre de progressão, não houve diferença significativa do impacto das novas terapias hormonais sobre o tratamento padrão, quando comparados os subgrupos com e sem metástase visceral (p = 0.70). Para sobrevida global, embora a análise de interação entre subgrupos ser possível em apenas um estudo, também não houve diferença do impacto das terapias hormonais inovadoras, dependendo ou não de metástase visceral (p = 0.61) está diferença de subgrupos não apresentou discrepância no uso da hormonioterapia. Conclusão: o uso de terapia endócrina pode ser considerado o tratamento padrão para câncer de metastático, hormônio receptor positivo e fator de expressão HER2 negativo mesmo com presença de metástases viscerais.