Qualificações e Defesas - Detalhes

Alterações agudas na pressão arterial e parâmetros hemodinâmicos após exercícios aeróbico, de resistência e combinado em hipertensos resistentes

Candidato(a): Nayara Fraccari Pires
Orientador(a): Heitor Moreno Junior


Coorientador(a): Alessandra Mileni Versuti Ritter
Apresentação de Defesa
Curso: Doutorado em Farmacologia
Local: Anfiteatro do Departamento de Farmacologia (FCM-10)
Data: 28/05/2018 - 09:00 hrs
Banca avaliadora
Titulares
Heitor Moreno Junior - Presidente
Thiago Quinaglia Araújo Costa Silva - FCM-UNICAMP
Cláudia Lúcia de Moraes Forjaz
Fabiola Taufic Monica Iglesias
Maria Cláudia Costa Irigoyen
Suplentes
Wilson Nadruz Junior
Andrei Carvalho Sposito
Aloísio Marchi da Rocha - Pontifícia Universidade Católica de Campinas

Resumo


Introdução: Atualmente, têm sido bastante discutidas as implicações das mudanças no estilo de vida na redução do risco cardiovascular devido principalmente à diminuição dos níveis de pressão arterial (PA). Diversos estudos observacionais e intervencionistas reportam os efeitos do exercício físico sobre parâmetros hemodinâmicos, inflamação sistêmica, função autonômica assim como seu papel na redução da morbidade e mortalidade. Este estudo avaliou os efeitos agudos do exercício aeróbico, de resistência e combinado (aeróbico + resistência) sobre a PA e parâmetros hemodinâmicos em indivíduos hipertensos resistentes (RH) e não-resistentes (não-RH). Desenho do estudo e Métodos: Este estudo cruzado, intervencionista, randomizado, simples- cego foi realizado com 20 pacientes (RH = 10, não- RH = 10) do Ambulatório de Hipertensão Resistente da UNICAMP-Brasil. Todos os pacientes foram submetidos a uma adaptação prévia da atividade física para determinar a carga a ser implementada na sessão de exercícios resistentes. Os indivíduos foram randomizados para realizar 45 minutos de: a) Exercício aeróbico (AE): atividade em uma esteira (70% da frequência cardíaca máxima obtida a partir do teste ergométrico); b) exercício de resistência (RE): 4 séries de 12 repetições de cada exercício com intensidade moderada (escala Borg); e c) exercício combinado (CE): AE (25 minutos) + RE (20 minutos). Os parâmetros clínicos e hemodinâmicos foram avaliados antes e após cada sessão de exercícios. Resultados: Não encontramos diferença entre RH e indivíduos não-RH após cada exercício, com exceção de uma redução na pressão de pulso aórtica (41 ± 13 vs. 37 ± 9 mmHg, p = 0,04) após CE em indivíduos não-RH e do Augmentation Index após AE (31 ± 11 vs. 22 ± 9%, p = 0,02) em pacientes RH. A pressão diastólica diurna durante 24 horas (76 ± 8 contra 74 ± 8 mmHg, p <0,001) e a pressão de pulso noturna (58 ± 11 vs. 43 ± 8 mmHg, p = 0,03) diminuíram nos indivíduos RH após CE. Quando comparamos o tipo de exercício em indivíduos RH, encontramos uma maior redução na sistólica (AE -7 ± 26 vs. RE +8 ± 25 vs. CE -15 ± 21 mmHg, p <0,001), diastólica (AE -5 ± 14 vs. RE +2 ± 15 vs. CE -8 ± 10 mmHg, p = 0,04) e níveis médios de pressão arterial (AE -4 ± 17 vs. RE +7 ± 17 vs. CE -8 ± 13 mmHg , p = 0,002) após CE. Conclusão: Os parâmetros hemodinâmicos após uma sessão de AE, RE e CE foram semelhantes entre RH e não RH. No entanto, quando comparados os diferentes tipos de exercícios, observamos que o EC foi mais eficaz na redução da pressão arterial nos pacientes RH.