Qualificações e Defesas - Detalhes

CATETERIZAÇÃO VENOSA CENTRAL GUIADA POR ULTRASSONOGRAFIA NA TERAPIA INTENSIVA PEDIÁTRICA: UM ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO

Candidato(a): Tiago Henrique de Souza
Orientador(a): Roberto José Negrão Nogueira



Apresentação de Defesa
Curso: Doutorado em Saúde da Criança e do Adolescente
Local: CIPED - Sala 5
Data: 06/11/2018 - 14:00 hrs
Banca avaliadora
Titulares
Roberto José Negrão Nogueira - Presidente,
Universidade Estadual de Campinas
Artur Figueiredo Delgado - Universidade de São Paulo
Sergio Tadeu Martins Marba
José Roberto Fioretto - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
Marcos Tadeu Nolasco Da Silva
Suplentes
Jamil Pedro De Siqueira Caldas
Mário Ferreira Carpi - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
Ricardo Mendes Pereira

Resumo


Introdução: A cateterização venosa central é frequentemente necessária em pacientes graves e possui uma morbidade associada. Em pacientes pediátricos, estes procedimentos podem ser difíceis e desafiadores, devido principalmente às suas características anatômicas.

Objetivo: Nós investigamos se a técnica de punção guiada por ultrassom é superior à técnica guiada por pontos de referências anatômicos, quando realizada por pediatras inexperientes.

Desenho do estudo: Ensaio clínico randomizado.

Cenário: Uma unidade de terapia intensiva pediátrica de um hospital escola.

Pacientes: 80 crianças (maiores de 28 dias de vida e menores de 14 anos de idade).

Intervenções: Canulação da veia jugular interna guiada por ultrassom em tempo real (grupo intervenção) ou por pontos de referência anatômicos (grupo controle).

Principais desfechos avaliados: Taxa de sucesso, taxa de sucesso na primeira tentativa, taxa de sucesso em três tentativas, tempo de punção, número de tentativas necessárias para o sucesso e ocorrência de complicações.

Resultados: Encontramos maior taxa de sucesso com orientação ultrassonográfica do que no grupo controle (95% vs 61%, respectivamente; p <0.001; risco relativo (RR) = 0.64; intervalo de confiança 95% (IC) 0.50-0.83). Sucesso na primeira tentativa foi observado em 95% e 34% das punções venosas nos grupos interevenção e controle, respectivamente (p <0.001; RR = 0.35, IC 95% 0.23 a 0.54). Menos de três tentativas foram necessárias para alcançar o sucesso em 95% dos pacientes no grupo intervenção, mas apenas 44% no grupo controle (p <0.001; RR = 0.46, 95% CI 0.32-0.66). Hematomas, punções arteriais inadvertidas, número de tentativas e tempo de punção foram significativamente menores com orientação ultrassonográfica do que no grupo controle (p <0.015 para todos).

Conclusões: Crianças gravemente doentes podem se beneficiar da orientação ultrassonográfica para canulação jugular interna, mesmo quando o procedimento é realizado por operadores com experiência limitada.