Qualificações e Defesas - Detalhes

Genética e Esclerose Lateral Amiotrófica: estudo de microRNAS e do Gene ATXN2

Candidato(a): Helen Maia Tavares de Andrade
Orientador(a): Marcondes Cavalcante Franca Junior


Coorientador(a): Danyella Barbosa Dogini
Apresentação de Defesa
Curso: Doutorado em Ciências Médicas
Local: Anfiteatro do Departamento de Psiquiatria/FCM
Data: 30/05/2018 - 09:00 hrs
Banca avaliadora
Titulares
Marcondes Cavalcante Franca Junior - Presidente
Fabio Rogerio
Helga Cristina Almeida da Silva
Claudia Vianna Maurer Morelli
Edmar Zanoteli
Suplentes
Rosana Hermínia Scola
Alexandre Leite Rodrigues De Oliveira
José Luiz Pedroso

Resumo


A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa caracterizada por acometimento do primeiro e do segundo neurônio motor que resulta em paralisia progressiva e morte. Não há teste diagnóstico para a ELA e há pouca informação sobre as características genéticas da mesma no Brasil. Neste trabalho, realizamos dois estudos: o objetivo do primeiro estudo foi avaliar os miRNAS como ferramenta diagnóstica e prognóstica, enquanto que o objetivo do segundo foi analisar se as expansões repetidas de CAG de tamanho intermediário no gene ATXN2 aumentam o risco para desenvolver ELA no Brasil. O perfil de expressão dos miRNAS no músculo foi avaliado usando uma plataforma array e em seguida avaliamos a expressão plasmática de miRNAS candidatos em um conjunto de 39 pacientes e 39 controles. Empregamos generalized estimating equations para investigar as correlações com os dados clínicos. No estudo do gene ATXN2, selecionamos 459 pacientes com ELA (372 ELA esporádica – ELAs e 87 ELA familiar – ELAf) e 468 controles de seis centros brasileiros. Foi realizada reação em cadeia da polimerase (PCR) para determinar o comprimento dos alelos ATXN2. Os produtos de PCR foram resolvidos usando eletroforese capilar no sequenciador capilar ABI 3500 xl. Identificamos 11 miRNAS diferencialmente expressos no músculo de pacientes com ELA; destes, os miR-424, miR-214 e miR-206 foram validados por qPCR em tecido muscular. No plasma, encontramos somente os miR-424 e miR-206 hiperexpressos. A expressão basal do miR-424 e do miR-206 correlacionou-se com a deterioração clínica dos pacientes ao longo do tempo. O segundo estudo, mostrou que as expansões de poliglutamina de comprimento intermediário ATXN2 maiores que 26 repetições foram associadas a um risco aumentado de desenvolver ELAs (odds ratio = 2.56, 95%CI: 1.29 – 5.08, p=0.005). Concluímos que o miR-424 e o miR-206 são potenciais marcadores diagnósticos e prognósticos para ELA e que as expansões de repetição CAG de comprimento intermediário no gene ATXN2 desempenham um papel importante na patogênese da ALS também na população brasileira.