Qualificações e Defesas - Detalhes

AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE, RESPOSTA AO TRATAMENTO E SOBREVIDA RELACIONADOS A POLIMORFISMOS E QUALIDADE DE VIDA EM MULHERES COM CARCINOMA DE OVÁRIO

Candidato(a): Amanda Canato Ferracini
Orientador(a): Priscila Gava Mazzola


Coorientador(a): Sophie Francoise Mauricette Derchain
Apresentação de Defesa
Curso: Doutorado em Ciências Médicas
Local: Integralmente à distância: https://meet.google.com/kbr-foox-emx
Data: 23/04/2021 - 09:00 hrs
Banca avaliadora
Titulares
Priscila Gava Mazzola - Presidente
Cassia Raquel Teatin Juliato
Leonardo Régis Leira Pereira
Daniela Oliveira de Melo
Luiz Carlos Zeferino
Suplentes
Mareni Rocha Farias
Tais Freire Galvao
Cristiane de Cássia Bergamaschi

Resumo


Introdução: A detecção de polimorfismos associados à toxicidade, resposta à quimioterapia, sobrevida, em conjunto com a qualidade de vida, pode contribuir no cuidado personalizado e manejo clínico de mulheres com carcinoma de ovário tratadas com quimioterapia baseada em carboplatina e paclitaxel. Objetivos: Avaliar a associação entre polimorfismos e toxicidade hematológica e neurotoxicidade, resposta à quimioterapia, sobrevida e qualidade de vida em mulheres com carcinoma de ovário. Métodos: Para este estudo foram selecionadas mulheres com diagnóstico histológico de carcinoma de ovário atendidas no Hospital da Mulher Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti – Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) no período de janeiro de 2014 a julho de 2019 com seguimento até julho de 2020. Os polimorfismos GSTM1, GSTT1, GSTP1 c.313A>G ABCB1 c.1236C>T, ABCB1 c.3435C>T e ABCB1 c.2677G>T/A foram analisados pelo método multiplex de reação de cadeia polimerase (PCR) ou PCR em tempo real. O questionário de qualidade de vida (QV) foi aplicado nas mulheres com carcinoma de ovário atendidas como casos novos, submetidas a quimioterapia em quatro períodos distintos. Foram calculados odds ratio (OR) com intervalo de confiança (IC) 95 Resultados: Para avaliação de polimorfismos foram incluídas 112 mulheres com carcinoma de ovário. Mulheres com o GSTP1 c.313A> G tiveram um OR=0,17 (IC95 : 0,04 a 0,69, p=0,01, modelo dominante) para anemia e um OR de 0,27 (IC95 : 0,12 a 0,64, p<0,01); e OR=0,18 (IC95 0,03 a 0,85, p=0,03, modelo dominante ou recessivo) respectivamente, para trombocitopenia. O genótipo AG do GSTP1 c.313A> G foi associado a um menor risco de atraso na dose (OR=0,35, IC95 : 0,13 a 0,90, p=0,03). O ABCB1 c.1236C> T aumentou a chance de trombocitopenia (OR=3,50 (IC95 1,12–10,97, p=0,03), enquanto ABCB1 c.3435C> T aumentou o risco de neurotoxicidade de grau 2 e 3 [OR=3,61 (IC95 : 1,08 a 121,01, p=0,03)], ambos no modelo recessivo (CC + CT vs. TT). Entre as 38 mulheres incluídas, 27 (80,1 ) responderam aos questionários de QV durante um ano. Estágio avançado, níveis de CA-125 elevados e quimioterapia neoadjuvante apresentou escores piores significativos no diagnóstico inicial (p<0,05). No entanto, na análise longitudinal houve uma melhora significativa na média dos escores de QV durante um ano em mulheres com carcinoma de ovário (p <0,05). Conclusão: A detecção de polimorfismo é um potencial preditor de toxicidade hematológica e neurotoxicidade, como também no monitoramento dos domínios físicos, funcionais e dos sintomas específicos do carcinoma de ovário durante a quimioterapia, representa uma ferramenta para avaliar as decisões de tratamento para melhorar a qualidade de vida em mulheres com carcinoma de ovário.