PICs na Atenção Primária

Práticas Integrativas e Complementares na Atenção Primária à Saúde nas Regiões Metropolitanas de Porto Alegre, Fortaleza, Campinas e Goiânia
02/2019
NOME: Chamada MCTIC/CNPqNº 28/2018 - Universal
Em 2006 foi publicada a Portaria 971 do Ministério da Saúde, que criou a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde (SUS), coma implantação da Homeopatia, Medicina Antroposófica, Medicina Tradicional Chinesa-Acupuntura, Fitoterapia e Termalismo Social/Crenoterapia. Em 2017 foram introduzidas outras 10 práticas: Arteterapia, Ayurveda, Biodança, Dança Circular, Meditação, Musicoterapia, Naturopatia, Osteopatia, Quiropraxia, Reflexoterapia, Reiki, Shantala, Terapia Comunitária Integrativa e Yoga. Em 2018 a PNPIC foi ampliada mais uma vez com a introdução da Apiterapia, Aromaterapia, Bioenergética, Constelação familiar, Cromoterapia, Geoterapia, Hipnoterapia, Imposição de mãos, Oz onioterapia e Terapia de Florais. Nessas três etapas a Atenção Primária à Saúde (APS) foi o nível de atenção prioritário para a implantação das 29 diferentes PICS. O objetivo deste projeto é analisar a oferta de Práticas Integrativas e Complementares nos 1444 serviços de Atenção Primária à Saúde dos 93 municípios das Regiões Metropolitanas de Porto Alegre, Fortaleza, Campinas e Goiânia. Essas regiões foram escolhidas em função de estarem em diferentes regiões do país, somarem cerca de 14 milhões de pessoas e contarem com extensa rede de serviços de APS. A metodologia adotada no projeto é de natureza mista, com coleta de dados por meio de entrevistas eletrônicas. A parte quantitativa desenvolverá: a) coleta de dados com questionário Página 1 de 5 no projeto é de natureza mista, com coleta de dados por meio de entrevistas eletrônicas. A parte quantitativa desenvolverá: a) coleta de dados com questionário estruturado em todos os serviços de APS das quatro regiões metropolitanas; b) criação de um banco de dados atualizado; e c) disponibilização dos dados para os municípios investigados. A parte qualitativa será desenvolvida a partir de: a) entrevistas eletrônica com instrumento com perguntas abertas, cujas respostas serão gravadas e posteriormente transcritas pelo entrevistador; b) análise de conteúdo temática dos sentidos atribuídos pelos gestores dos serviços de saúde sobre estratégias locais e regionais; impacto para a organização do trabalho das equipes profissionais e usuários; e fatores que dificultam e facilitam o desenvolvimento das PICS na APS das Regiões Metropolitanas de PortoAlegre, Fortaleza, Campinas e Goiânia. Serão realizados estudos de caso e estudos comparativos de cada uma das regiões metropolitanas. A importância desse projeto é ampla, pois abarca análise sobre o acesso e qualidade da atenção de grande população distribuídas em 93 municípios constituintes da quinta, sétima, décima e décima terceira maiores regiões metropolitanas do Brasil.Além disso, o projeto contribuirá para a estruturação de ações locais e a construção de estratégias regionais de implantação das PICS na Rede de Atenção à Saúde da APS no SUS.