Pesquisa que monitora o sono dos campineiros revela queixas de insônia em 38,8% da população

No dia Mundial do Sono, celebrado nessa sexta-feira (18), resultados preliminares da pesquisa ISACamp Sono – iniciada em março de 2015, pelos pesquisadores do Centro Colaborador em Análise da Situação de Saúde (CCAS), da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp – revelam que 38,8% da população campineira queixa-se de insônia. Os idosos são maioria (48,2%), mas o distúrbio também atinge parcela, significativa, de adultos (38,8%) e adolescentes (32,8%).

A pesquisa aponta ainda, que pelo menos 40% das pessoas tem a necessidade de cochilar durante o dia, e que 36,3 % desses cochilos são intencionais e 4,1 % ocorrem de maneira não intencional. O ronco e a qualidade do sono também foram relatados pelos participantes do estudo: 41% dos entrevistados relataram roncar e 27,1% da população avaliaram o próprio sono como regular, ruim ou muito ruim.

De acordo com a coordenadora do CCAS Marilisa Berti de Azevedo Barros, mais de três mil pessoas participaram do estudo financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), no ano passado. Em 2016, a segunda etapa da pesquisa coleta dados de uma subamostra com 400 indivíduos. Estão sendo realizados exames de actigrafia e polissonografia nos participantes, que avaliam o ritmo e a qualidade do sono.

“Resultados dessa pesquisa já foram aceitos para publicação nos congressos de epidemiologia e de sono, que acontecem em junho nos Estado Unidos, o “2016 Epidemiology Congress of the Americas”  eSleep 2016” (June 11 – 15, 2016 – Denver, Colorado)”, destacou.

Uma boa noite de sono é um sonho acessível

Para conscientizar a população sobre a gravidade dos problemas relativos ao sono comemora-se no dia 18 de março, no mundo todo, o Dia Mundial do Sono, este ano, com o slogan “Uma boa noite de sono é um sonho acessível”. O dia foi criado pela Associação Mundial de Medicina do Sono (WASM) em 2008. Entre os problemas diurnos associados à má qualidade de sono estão: a falta de atenção, a concentração reduzida, diminuição da produtividade física e intelectual, bem como o aumento no risco de acidentes.

Transtornos como depressão e ansiedade também são problemas muito relacionados ao sono ruim. Estudos recentes revelam número cada vez maior de portadores de apneia do sono em idade produtiva e é importante salientar o aumento dos riscos cardiovasculares nos indivíduos com distúrbios respiratórios do sono.

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Colaborou Margareth G. Lima