Qualificações e Defesas

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PRÁTICAS DE APOIO PATERNO E AMAMENTAÇÃO

Candidato(a): Maria Cristina Pauli da Rocha Orientador(a): Sergio Tadeu Martins Marba
Doutorado em Saúde da Criança e do Adolescente Coorientador(a): Rosana De Fatima Possobon
Apresentação de Defesa Data: 12/08/2020, 13:30 hrs. Local: Integralmente à distância - meet.google.com/oxj-zxji-oeh
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Banca avaliadora
Titulares
Sergio Tadeu Martins Marba - Presidente
Karine Laura Cortellazzi Mendes
Jaqueline Vilela Bulgareli- Faculdade de Odontologia de Piracicaba - UNICAMP
Lisabelle Mariano Rossato- EE-USP
Adriana Moraes Leite- Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto - USP
Suplentes
Marcelo de Castro Meneghim - Universidade Estadual de Campinas
Luciane Zanin de Souza - Faculdade de Medicina de Jundiaí
Monica Aparecida Pessoto

Resumo


Introdução: O desmame precoce do aleitamento materno é um dos grandes desafios a serem superados no Brasil. De acordo com dados da II Pesquisa de Prevalência de Aleitamento Materno, de 2009, realizada nas capitais brasileiras e Distrito Federal, a prevalência do aleitamento materno exclusivo (AME) em menores de seis meses é de 41,0 sendo que a duração mediana do AME é de 54,1 dias. Diante desse contexto, é urgente que as equipes de saúde encontrem estratégias que minimizem os fatores que predispõem ao desmame precoce. Sabe-se que o processo de amamentação pode ser uma fonte causadora de estresse para mãe e que a presença do pai/companheiro pode promover a continuidade da amamentação durante os seis primeiros meses de vida. Objetivo: Investigar se a percepção da mãe sobre o apoio oferecido pelo pai/companheiro durante a gestação e primeiros seis meses de vida da criança influencia na manutenção do AME até o sexto mês de vida. Método: Estudo longitudinal realizado com 310 mulheres participantes dos grupos de gestantes de 22 Unidades de Saúde da Família e 01 Centro de Incentivo ao Aleitamento Materno, de uma cidade de médio porte do interior do estado de São Paulo, em três etapas: durante a gestação, com 30 e com 180 dias de vida da criança. As variáveis dependentes foram AME aos 30 dias e aos 180 dias e as independentes foram dados socioeconômicos, demográficos e gestacionais e sobre o parto e o pós-parto, alimentação da criança aos 30 e 180 dias, retorno da mãe ao trabalho e a percepção de apoio oferecido pelo pai/companheiro. Foram realizadas análises de regressão logística simples e múltipla, sendo estimados os odds ratios brutos e ajustados com os respectivos intervalos de 95 de confiança. Curvas de sobrevida foram calculadas pelo método de Kaplan Meier. As análises foram realizadas com auxílio dos programas R e SAS, considerando o nível de significância de 5 . Resultados: A prevalência do AME aos 30 e 180 dias é respectivamente 0,7890 e 0,3886. Filhas de mães com experiência em amamentar, com pais que tocavam sempre ou quase sempre o ventre da mulher para sentir o movimento do bebê e que moravam em residência não própria, tiveram mais chance de estar em AME aos 30 dias. Aos 180 dias, tiveram mais chance de estar em AME as crianças nascidas de gravidez planejada, com mães com experiência em amamentar, que não ofereceram chupeta, não retornaram ao trabalho e que tiveram uma menor percepção de apoio oferecido pelo companheiro e que eram de famílias de maior renda Conclusões: as percepção de apoio mostrou associação com a manutenção do AME somente aos 180 dias, sendo que quanto maior a percepção da mulher sobre o apoio do pai/companheiro, menor a probabilidade de manutenção do aleitamento materno exclusivo. A escala de apoio paterno utilizada limita-se a avaliar maior ou menor apoio percebido pela mulher, porém não é capaz de avaliar a qualidade desse apoio.

Candidato(a): Willian Cirillo Orientador(a): Wilson Nadruz Junior
Mestrado em Clínica Médica
Apresentação de Qualificação Data: 13/08/2020, 09:00 hrs. Local: meet.google.com/ycz-mpke-vyz
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Banca avaliadora
Titulares
Manoel Barros Bertolo - Presidente
Mauricio Etchebehere
Joao Batista De Miranda
Suplentes
Rodrigo Gimenez Pissutti Modolo - Universidade Estadual de Campinas

Correlação clínica e funcional do joelho em pacientes submetidos a reconstrução do ligamento cruzado anterior.

Candidato(a): André Luís Lugnani de Andrade Orientador(a): William Dias Belangero
Doutorado em Ciências da Cirurgia
Apresentação de Defesa Data: 14/08/2020, 14:00 hrs. Local: Videoconferência
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Banca avaliadora
Titulares
William Dias Belangero - Presidente
Pedro José Labronici
Miguel de Arruda- Faculdade de Educação Física - Unicamp
Evandro Cassiano De Lazari
Fabricio Fogagnolo- Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/USP
Suplentes
José Ricardo Lenzi Mariolani - Faculdade de Ciências Médicas / UNICAMP
Ana Amélia Rodrigues - Faculdade de Ciências Médicas / UNICAMP
Hélio Jorge Alvachian Fernandes

Resumo


Pacientes submetidos à reconstrução do ligamento cruzado anterior apresentam vários déficits funcionais que precisam ser corrigidos antes do retorno ao esporte. Estes déficits podem ser avaliados por questionários funcionais como o de Lysholm e/ou pela avaliação da força muscular. Vários autores sugerem que a diferença do pico de torque entre os quadríceps deveria ser menor que 20 para progressão da reabilitação ou para retorno ao esporte. A avaliação da força muscular através da dinamometria isocinética demanda custos e treinamentos que não estão acessíveis a todos os pacientes. Foram avaliados 115 pacientes após reconstrução do ligamento cruzado anterior. Os resultados obtidos com o questionário de Lysholm foram correlacionados com a diferença do pico de torque de extensão e flexão entres as coxas por dinamometria isocinética. Observou-se que pontuação acima de 89 no questionário de Lysholm tem valor preditivo de déficit de pico de torque extensor menor que 20 , mas não apresentou acurácia para substituir a avaliação da força muscular.

A influência de agonistas de PPARγ ou PPARα na programação metabólica decorrente de restrição calórica durante gestação e lactação

Candidato(a): Vanessa Barbosa Veronesi Orientador(a): Gabriel Forato Anhe
Doutorado em Farmacologia
Apresentação de Defesa Data: 14/08/2020, 14:00 hrs. Local: integralmente à distância
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Banca avaliadora
Titulares
Gabriel Forato Anhe - Presidente
Maria Isabel Cardoso Alonso Vale
José Donato Júnior- ICB - Universidade de São Paulo
Marciane Milanski Ferreira
Sandra Yasuyo Fukada Alves- Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - USP
Suplentes
Fabiola Taufic Monica Iglesias
Patricia De Oliveira Prada
Luiz Osório Silveira Leiria - USP-SP

Resumo


Ratos nascidos de mães submetidas a restrição calórica durante a gravidez e lactação exibem menor peso ao nascer e menor adiposidade na vida adulta. Os receptores ativados por proliferadores de peroxissomos (PPARs), em vez disso, são receptores nucleares que desempenham papéis importantes na diferenciação de adipócitos. Dessa maneira, o objetivo do nosso estudo foi avaliar se o uso de agonistas PPARα (gemfibrozila) ou PPARγ (pioglitazona) em mães expostas a RC durante a gestação e lactação seriam capazes programar um ganho de peso na prole sem promover alterações metabólicas depreciativas. Para isso ratas Wistar foram mantidas em RC de 50 desde o 11º dia de gestação até o 21º dia e as drogas Gemfibrozil (90mg/kg) e Pioglitazona (10mg/kg) foram incorporadas à ração padrão e oferecidas durante tal período. Após o desmame as proles fêmeas seguiram com dieta padrão e entre a 22° e a 25° semana de vida foram submetidas a diversos experimentos. Para avaliar as possíveis alterações metabólicas as proles adultas do sexo feminino foram submetidos a dosagem lipídicas, calorimetria indireta, ensaio de produção de VLDL, DEXA para composição corporal, pesagem de coxins adiposo e análise de expressão gênica de tecidos adiposos brancos e marrons. Com isso, o tratamento de mães expostas à RC com gemfibrozila gerou uma prole que tem a capacidade de consumir mais alimento e ganhar mais peso ao longo da vida resultando em maior adiposidade na vida adulta. Interessantemente, este ganho de adiposidade é acompanhado de menor acúmulo de gordura no fígado e menor produção de VLDL na vida adulta. Além disto, tal ganho não é acompanhado de menor gasto energético e não está associado à resistência à insulina ou intolerância à glicose. Quando analisamos as mães tratadas com GEM foi observado que estas apresentam concentrações de corticosterona menores que as mães RC no 15° dia de gestação. Já a ativação materna do PPAR-γ durante uma gestação que transcorre com RC, por sua vez, não afetou o peso corporal das filhas, mas aumentou a adiposidade visceral. Ao contrário da ativação maternal de PPAR-α, os animais nascidos de mães tratadas com pioglitazona (PIO) apresentaram inflexibilidade metabólica e redução do gasto energético na vida adulta. Estes efeitos são acompanhados por uma redução da expressão gênica de UCP1 no BAT, bem como menor peso relativo deste coxim. Além disso, também há aumento da expressão de importantes genes do metabolismo lipídico.

EFEITO DO BYPASS GÁSTRICO EM Y DE ROUX SOBRE A FUNÇÃO RENAL ESTIMADA EM INDIVÍDUOS COM OBESIDADE

Candidato(a): Milena Silva Garcia Orientador(a): Everton Cazzo
Mestrado em Ciências da Cirurgia
Apresentação de Defesa Data: 17/08/2020, 08:30 hrs. Local: Integralmente a Distância pelo link:https://stream.meet.google.com/stream/f9562d
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Banca avaliadora
Titulares
Everton Cazzo - Presidente
Henrique José Virgili Silveira- Faculdade de Ciências Médicas - Universidade Estadual de Campinas
Wilson Rodrigues de Freitas Júnior- Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
Suplentes
Marco Antonio De Oliveira Peres
Elias Jirjoss Ilias - Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Resumo


Introdução: A obesidade apresenta impacto significativo sobre a função renal, devido a múltiplos fatores ligados tanto ao excesso de peso quanto a comorbidades relacionadas como o diabetes mellitus, a hipertensão arterial e as dislipidemias. Além disso, a obesidade influencia a função renal por predispor à nefropatia diabética, nefroesclerose hipertensiva e glomeruloesclerose segmentar e focal. A perda de peso, tanto por meio de dieta quanto por cirurgia bariátrica, leva à redução da proteinúria. O impacto da cirurgia bariátrica sobre a função renal tem sido relatado nos últimos anos, porém ainda existem poucos estudos avaliando este impacto em coortes significativas.

Objetivo: Avaliar a evolução da taxa de filtração glomerular (TFG) estimada em indivíduos com obesidade após o bypass gástrico em Y de Roux e identificar preditores de melhor resposta pós-operatória.

Métodos: O estudo realizado foi retrospectivo (coorte histórica) e avaliou 109 indivíduos submetidos ao bypass gástrico em Y de Roux no período pré-operatório e 12 meses após a cirurgia. Foram avaliados peso, índice de massa corporal (IMC), creatinina sérica, ureia sérica, taxa de filtração glomerular (TFG) e perda percentual do excesso de peso ( PEP). A TFG foi estimada através da fórmula Chronic Kidney Disease – Epidemiology Collaboration (CKD-EPI).

Resultados: Houve predominância do sexo feminino (77 ) e a idade média dos indivíduos avaliados foi 38,3±10,3 anos. Foram observadas reduções significativas de peso (99,9±13,5kg vs. 72,8±10,9kg; p<0,001), IMC (36,7±3,6kg/m2 vs. 26,7±3,3 kg/m2; p<0,001), creatinina (0,84±0,2mg/dL vs. 0,75±0,15 mg/dL; p<0,001), ureia ( 31,7 ± 10,9 mg/dL versus 27 ± 8 mg/dL; p<0,001mg/dL) e TFG (95,5±19,1ml/min/1,73m² vs. 104±16,4 ml/min/1,73m²; p<0,001). Houve um aumento médio de 10,9 do TFG. A variação da TFG apresentou correlações significativas positivas com os níveis de creatinina (p<0,001) e ureia (p<0,001) e negativa com a TFG inicial (p<0,001). Não houve correlação significativa entre a variação da TFG e o PEP (p=0,8).

Conclusão: O bypass gástrico em Y de Roux associou-se significativamente ao aumento da taxa de filtração glomerular e esta melhora foi mais acentuada entre os indivíduos que apresentavam pior função renal pré-operatória. O volume de perda do excesso de peso não foi significativamente associado à melhora da função renal.

Palavras-Chave: Cirurgia Bariátrica; Derivação Gástrica; Testes de função renal