Qualificações e Defesas

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Homicídios e vulnerabilidades sociais nas microrregiões de Campinas/SP (2000-2017)

Candidato(a): José Ferdinando Ramos Ferreira Orientador(a): Sergio Roberto De Lucca
Doutorado em Saúde Coletiva
Apresentação de Defesa Data: 08/12/2020, 09:00 hrs. Local: Integralmente à Distância
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Banca avaliadora
Titulares
Sergio Roberto De Lucca - Presidente
Luiz Eduardo Bento de Mello Soares- Instituto de Filosofia e Ciências Sociais - UERJ
Carlos Raul Etulain
Martinho Braga Batista e Silva- Instituto de Medicina Social/UERJ
Leticia Fortes Legay- Universidade Federal do Rio de Janeiro-Instituto de Saúde Coletiva
Suplentes
Eli Narciso da Silva Torres - Ministério da Justiça
Celso Stephan - Faculdade de Ciências Médicas UNICAMP
Susana Soares Branco Durao

Resumo


A queda de homicídios que ocorre em Campinas/SP segue pela mesma tendência do estado de São Paulo, e em fluxo contrário àquela verificada nas demais regiões brasileiras. Entretanto, a quantidade de homicídios é bastante significativa para o município, que possui elevado Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M), figurando entre os maiores do país – e pelo qual se espera que produza elevação do nível de vida da população e diminuição das taxas de criminalidade. Mas Campinas/SP apresenta desigualdades sociais bastante expressivas. Considerando que os homicídios estão sobrepostos às desigualdades econômicas e sociais aliadas à fragilidade das relações da democracia pouco experimentada na história do Brasil, objetivou-se identificar a condição socioeconômica das vítimas de homicídio residentes em Campinas/SP e onde se encontravam as maiores vulnerabilidades territoriais entre 2000 e 2017. Para tanto, foi realizado um estudo ecológico, tendo o setor censitário como unidade de referência e seus respectivos IDH-M distribuídos em quartis de Unidades de Desenvolvimento Humano (UDHs), associados a informações do SIM-DataSUS e Boletins de Ocorrência policiais. O resultado do estudo demonstrou crescimento desigual entre as populações dos quartis e de homicídios entre os estratos sociais, notadamente entre os grupos de maior vulnerabilidade social. Embora se possa observar variações específicas desse efeito no período estudado, a magnitude do IDH-M sobre homicídio é instável entre as populações estimadas por quartis. Em números absolutos, os homicídios atingiram em maioria homens jovens e brancos, de estratos sociais inferiores, mortos por armas de fogo. Entretanto, e ainda que o município esteja composto por população majoritariamente de cor branca, proporcionalmente os homicídios fizeram mais vítimas pretos e pardos, ainda que estes residissem em territórios de estratos sociais superiores. Já os registros de feminicídio vem se ampliando, e vitimando predominantemente mulheres de estratos inferiores em suas próprias residências. Quanto às mortes decorrentes de Intervenção Legal, elas se distribuíram pelo município com relativo equilíbrio entre pessoas brancas, pretas e pardas, todavia com maior frequência entre os mais vulneráveis socialmente. No que diz respeito à espacialização das ocorrências, foram próximas aos locais de moradia das vítimas (verificadas pelo pareamento dos casos), e mais frequentes aos finais de ano, finais de semana, durante a noite e em vias públicas. Concluiu-se que existem homicídios ocorrendo em territórios até então “invisíveis” se estudados por índices gerais para todo o município, contudo identificáveis pela análise por microrregiões. Mas a relação de risco de homicídio parece ser maior entre indicadores que envolvem as características das pessoas (que compõem o IDH-M) do que com indicadores que medem a densidade populacional, ao qual se adicionam a sociabilidade violenta, recorte étnico-racial e cultura machista, presentes no município. Tanto leis de restrição à posse e porte de armas de fogo quanto de defesa da mulher contribuem para a redução do homicídio. Da mesma forma, as pesquisas que interconectem as áreas do saber podem facilitar a identificação de grupos de maior vulnerabilidade social e de maior exposição aos homicídios.

Candidato(a): Adriana Mangue Esquiaveto Aun Orientador(a): Gil Guerra Junior
Doutorado em Saúde da Criança e do Adolescente
Apresentação de Qualificação Data: 08/12/2020, 14:00 hrs. Local: Auditório do CBMEG
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Titulares
Gil Guerra Junior - Presidente
Lilia Freire Rodrigues De Souza Li
Helena Fabbri Scallet- Universidade Estadual de Campinas
Suplentes
Juliana Gabriel Ribeiro de Andrade - Universidade Estadual de Campinas

Candidato(a): Achiles Queiroz Monteiro de Rezende Orientador(a): Everton Cazzo
Mestrado em Ciências da Cirurgia
Apresentação de Qualificação Data: 09/12/2020, 08:30 hrs. Local: Online
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Banca avaliadora
Titulares
Everton Cazzo - Presidente
Carlos Augusto Real Martinez
Henrique José Virgili Silveira- Faculdade de Ciências Médicas - Universidade Estadual de Campinas
Suplentes
Maria De Lourdes Setsuko Ayrizono

Candidato(a): Flávia Thomé França Orientador(a): Andrea Fernandes Eloy Da Costa Franca
Mestrado Profissional em Ciência Aplicada à Qualificação Médica
Apresentação de Qualificação Data: 09/12/2020, 10:00 hrs. Local: Plataforma de Videoconferência
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Titulares
Andrea Fernandes Eloy Da Costa Franca - Presidente
Renata Ferreira Magalhaes
Eli Mansur- Universidade Estadual de Campinas
Suplentes
Paulo Eduardo Neves Ferreira Velho

Candidato(a): Elibene de Almeida Orro Junqueira Orientador(a): Sergio Tadeu Martins Marba
Doutorado em Saúde da Criança e do Adolescente Coorientador(a): Jamil Pedro De Siqueira Caldas
Apresentação de Qualificação Data: 09/12/2020, 14:00 hrs. Local: Integralmente à distância - https:us02web.zoom.us/j/86116172995
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Banca avaliadora
Titulares
Sergio Tadeu Martins Marba - Presidente
Gladys Gripp Bicalho
Monica Aparecida Pessoto
Suplentes
Monica Aparecida Pessoto
Gladys Gripp Bicalho
Roseli Calil - Universidade Estadual de Campinas