Qualificações e Defesas

Nenhum resultado encontrado

INFLUÊNCIA DE VARIANTES GENÉTICAS NA VIA JAK/STAT NA SUSCETIBILIDADE E PROGNÓSTICO DE PACIENTES COM MELANOMA CUTÂNEO

Candidato(a): Gabriela Vilas Bôas Gomez Orientador(a): Carmen Silvia Passos Lima
Doutorado em Fisiopatologia Médica
Apresentação de Defesa Data: 16/12/2020, 13:00 hrs. Local: Google meet
Veja mais / Fechar
Banca avaliadora
Titulares
Carmen Silvia Passos Lima - Presidente
Sérgio Vicente Serrano- Hospital de Câncer de Barretos - Fundação Pio XII
Renata Ferreira Magalhaes
Patricia Abrão Possik- Instituto Nacional de Câncer
Carmen Silvia Bertuzzo- FCM-UNICAMP
Suplentes
Márcia Torresan Delamain - Universidade Estadual de Campinas
José Augusto Rinck Júnior - Hospital do Cancer - AC Camargo
Manoela Marques Ortega - Universidade São Francisco - Bragança Paulista

Resumo


A via de sinalização Janus kinase/Signal tranducer (JAK/STAT), com as proteínas JAK1,
JAK2 e STAT3, regula o desenvolvimento e a progressão do melanoma cutâneo (MC). Essas
proteínas são codificadas por genes polimórficos em humanos. Os objetivos do estudo foram
verificar se as variantes genéticas de base única (SNVs) no gene JAK1 (c.1648+1272G>A,
c.991-27C>T), JAK2 (c.-1132G>T, c.-139G>A) e STAT3 (c.*1671T>C, c.-1937C>G)
influenciam o risco, as manifestações clínicas dos pacientes e biológicas do tumor e a
sobrevida dos pacientes com MC, bem como suas consequências funcionais. Foram avaliados
248 pacientes com MC e 274 controles (doadores de sangue). As genotipagens foram
realizadas por meio da reação em cadeia da polimerase em tempo real (RT-PCR). As
expressões gênicas foram avaliadas por PCR quantitativo (qPCR). A expressão do gene com a
SNV de maior interesse (SNV com resultados mais significativos em risco e sobrevida) foi
avaliada pelo ensaio da luciferase, qPCR e western blot em linhagem celular de melanoma
SKMEL-28, modificada geneticamente para apresentar os genótipos homozigoto ancestral ou
variante e por western blot em 14 outras linhagens celulares de melanoma. O significado
estatístico das diferenças entre grupos foi calculado pelo teste de Fisher ou qui-quadrado e
pela regressão logística. A análise de haplótipo foi realizada pelo Haploview. As comparações
de expressões gênica foram realizadas por meio dos testes t e ANOVA ou teste de Mann-
Whitney e Kruskal-Wallis. As análises de sobrevida foram calculadas pelos testes de Kaplan
Meier e log-rank e por análises de Cox. Os indivíduos com o genótipo TT da SNV STAT3
c.*1671T>C, com o genótipo CC da SNV STAT3 c.-1937C>G e com o haplótipo TC de
ambas SNVs estiveram sob risco cerca de 2,0 vezes maior de desenvolver MC do que os
indivíduos com os demais genótipos e haplótipos, respectivamente. Combinações específicas
de genótipos estiveram associadas a chances de cerca de 2,0 vezes maiores de progressão do
tumor, e o haplótipo CG das SNVs STAT3 c.*1671T>C e -1937C>G esteve associado a
menor chance de evoluir ao óbito devido a doença. Maior atividade da luciferase, maior
expressão do gene STAT3 por qPCR e western blot, e maior proliferação celular foram
observadas em linhagem celular SKMEL-28 com o genótipo CC do que em linhagem celular
com o genótipo GG. Os resultados deste estudo poderão contribuir para o melhor
entendimento da fisiopatologia do MC e para identificar indivíduos com alto risco de
ocorrência do tumor e pacientes com prognostico desfavorável. Palavras chave: Melanoma
cutâneo, JAK1, JAK2, STAT3, variantes genéticas, risco, manifestações clinicopatológicas,
prognóstico.

Candidato(a): Carla Luiza de Souza Aluizio Orientador(a): Cristiane Kibune Nagasako Vieira Da Cruz
Mestrado em Clínica Médica
Apresentação de Qualificação Data: 17/12/2020, 08:00 hrs. Local: Integralmente à distância
Veja mais / Fechar
Banca avaliadora
Titulares
Tiago Seva Pereira - Presidente
Elaine Cristina De Ataide
Luiz Roberto Lopes
Suplentes
Ademar Yamanaka

INVESTIGAÇÃO MOLECULAR DE VÍRUS CAUSADORES DE SÍNDROMES NEUROLÓGICAS EM PACIENTES ADULTOS ATENDIDOS NO HOSPITAL DE CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS NO PERÍODO DE 2017-2018.

Candidato(a): Lucas Lopes Leon Orientador(a): Sandra Helena Alves Bonon
Doutorado em Clínica Médica
Apresentação de Defesa Data: 17/12/2020, 09:00 hrs. Local: Online
Veja mais / Fechar
Banca avaliadora
Titulares
Sandra Helena Alves Bonon - Presidente
Universidade Estadual de Campinas- Universidade Estadual de Campinas
Eduardo José Caldeira- Faculdade de Medicina de Jundiaí
Fabiano Reis
Victor Hugo Aquino Quintana
Magnun Nueldo Nunes Dos Santos
Suplentes
Veronica Cristina Gomes Soares
Eros Antonio De Almeida
Cláudia de Moura

Resumo


Infecções virais do sistema nervoso (SN) podem resultar em síndromes clínicas graves. A incidência dessas infecções é difícil de ser definida, pois muitos casos não são investigados e o agente etiológico não é confirmado. Meningites, encefalites e meningoencefalites, representam uma parcela de síndromes neurológicas provenientes dessas infecções e com potencial de causar danos neurológicos, sequelas e morte. Os vírus neuroinvasivos mais importantes são os herpesvírus, os enterovírus e os arbovírus. A investigação padrão das infecções no SN é baseada no diagnóstico de microrganismos não-virais. A inclusão da investigação molecular de viroses no líquido cefalorraquidiano (LCR) pode propiciar tratamento específico e reduzir morbimortalidades. Neste estudo foi investigada a presença de genomas virais em 420 amostras de LCR, utilizando técnicas de amplificação de ácido nucleico, a reação em cadeia da polimerase (PCR), transcriptase reversa (RT-PCR) e Real Time PCR (qPCR), em uma amostra de LCR por paciente. Os vírus analisados pertenciam às famílias Herpesviridae, Picornaviridae, Flaviviridae e Togaviridae. As amostras foram obtidas de pacientes (≥18 anos de idade), com suspeita de infecção no SN, com diagnóstico microbiológico negativo, internados ou não, atendidos no Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) entre os meses de janeiro de 2017 a julho de 2018. A detecção de genomas virais ocorreu em 148/420 (35,2 ) amostras de LCR, sendo 1/148 (0,7 ) herpesvirus simplex 1; 2/148 (0,7 ) herpesvirus simplex 2; 8/148 (5,4 ) varicela-zoster; 4/148 (2,7 ) Eptein-Barr; 1/148 (0,7 ) citomegalovírus; 32/148 (21,6 ) herpesvírus 6; 30/148 (20,3 ) enterovírus não-polio; 67/148 (45,3 ) dengue, sendo detectado todos os 4 sorotipos; 3/148 (5,4 ) casos de vírus da febre amarela e 21/148 (14,2 ) Zika. O genoma de somente um vírus foi identificado em 128/148 (86,5 ) amostras, dois genomas virais foram detectados em 19/148 (12,8 ) amostras foi detectado 3 vírus na mesma amostra em 1/148 (0,7 ) amostra. A hipótese diagnóstica dos pacientes positivos para detecção de genomas virais deste estudo foi obtida pela análise dos prontuários e a mais prevalente foi meningite, com 24/148 (16,2 ) dos casos. Cefaleia e febre foram os sintomas de maior prevalência, registrada respectivamente em 62/148 (41,9 ) e 47/148 (31,7 ) dos casos. O uso de antibióticos foi utilizado empiricamente em 56/148 (37,8 ) dos pacientes positivos para vírus. A comparação entre o grupo positivo para vírus com o grupo negativo para vírus em relação aos resultados laboratoriais obtidos nas análises de LCR para proteína total, glicose, hemácias e leucócitos não apresentaram diferença estatisticamente significativa, mostrando que o exame bioquímico de LCR não é um bom marcador para a presença de genoma viral no sistema nervoso. Neste estudo, pioneiro em nossa população, identificamos genomas virais em amostras de LCR negativos por testes microbiológicos de pacientes com suspeita de neuroinfecção. Isso demostra a importância da investigação molecular do LCR de agentes virais neuroinvasivos. Esse diagnóstico, se aplicado precocemente em pacientes com suspeita de infecção de SN, pode propiciar intervenções especificas e consequente redução da antibioticoterapia e de internações, como redução da morbimortalidade e é uma importante ferramenta sentinela em relação à vigilância em relação aos vírus em circulação na população.

Impacto da abertura da Unidade de Curta Permanencia da Pronto-Socorro sobre indicadores intra-hospitalares de assistencia cardiologica no Hospital de Clínicas da UNICAMP

Candidato(a): Willian Cirillo Orientador(a): Wilson Nadruz Junior
Mestrado em Clínica Médica
Apresentação de Defesa Data: 17/12/2020, 09:00 hrs. Local: Video conferencia
Veja mais / Fechar
Banca avaliadora
Titulares
Wilson Nadruz Junior - Presidente
Manoel Barros Bertolo
Marcos Ferreira Minicucci- UNESP BOTUCATU
Suplentes
Leonardo Antonio Mamede Zornoff - UNESP BOTUCATU
Mauricio Etchebehere

Resumo


Resumo

Objetivo: As unidades de curta permanência (UCP) reduzem a superlotação do Pronto Socorro (PS), mas podem afetar os indicadores intra-hospitalares. Os pacientes com doenças cardiológicas representam uma parte substancial dos pacientes admitidos nas UCPs. Este estudo avaliou se a abertura de uma UCP alterou os indicadores intra-hospitalares e em especial no Serviço de Cardiologia.

Métodos: Analisamos retrospectivamente dados de 859.686 visitas ao PS e 171.547 internações hospitalares, incluindo 12.110 internações no Serviço de Cardiologia, de 2007 a 2018 em um hospital geral, terciário e universitário. Comparamos os indicadores globais do PS e indicadores intra-hospitalares no hospital e no Serviço de Cardiologia antes (2007 -2011) e após (2011-2018) a abertura da UCP.

Resultados: Após a abertura da UCP, a taxa de ocupação de leitos no PS diminuiu (200 ± 18 vs. 187 ± 22 ; p <0,001) e as admissões hospitalares mensais oriundas do PS aumentaram no hospital (462 ± 50 vs. 521 ± 32, p <0,001) e no Serviço de Cardiologia (50 ± 9 vs. 55 ± 9, p = 0,003). Paralelamente, as admissões eletivas hospitalares mensais diminuíram no Serviço de Cardiologia (34 ± 12 vs. 29 ± 13, p = 0,019), mas não no hospital (697 ± 85 vs. 689 ± 86, p = 0,54). O tempo médio de permanência aumentou tanto no hospital (8,5 ± 0,3 vs. 8,7 ± 0,4 dias, p <0,001) como no Serviço de Cardiologia (9,2 ± 1,5 vs. 10,3 ± 2,3 dias, p = 0,002) após a abertura da UCP, mas porcentagem de admissões na UCP mostrou uma relação direta mais forte com tempo médio de permanência no Serviço de Cardiologia do que no hospital. Além disso, os pacientes com doenças cardiológicas admitidos na UCP apresentaram maior tempo de permanência, maior prevalência de doença coronariana e idade superior do que aqueles internados na enfermaria de cardiologia convencional.

Conclusões: A abertura da UCP reduziu a superlotação do PS, mas foi associada a mudanças nos indicadores hospitalares, principalmente no Serviço de Cardiologia. Estes achados sugerem que os serviços de cardiologia podem ser impactados, com alteração dos indicadores hospitalares e do perfil do paciente internado, necessitando de uma reavaliação após a abertura da UCP num hospital geral.

Candidato(a): Tiago de Araujo Guerra Grangeia Orientador(a): Marco Antonio de Carvalho Filho
Doutorado em Clínica Médica Coorientador(a): Dario Cecilio Fernandes
Apresentação de Qualificação Data: 17/12/2020, 09:00 hrs. Local: Sala Azul do Prédio de Pós Graduação
Veja mais / Fechar
Banca avaliadora
Titulares
Simone Appenzeller - Presidente
Erich Vinicius De Paula
Daniel Ferraz De Campos Mazo
Suplentes
Jose Roberto Matos Souza