Qualificações e Defesas

Resultados obtidos

GASTO ENERGÉTICO EM PACIENTES COM HIPERPLASIA ADRENAL CONGÊNITA POR DEFICIÊNCIA DE 21-HIDROXILASE E COMPARAÇÃO COM EQUAÇÕES PREDITIVAS

Candidato(a): Daniel Minutti de Oliveira Orientador(a): Bruno Geloneze Neto
Mestrado em Clínica Médica
Apresentação de Defesa Data: 17/07/2020, 09:00 hrs. Local: Integralmente à distância pelo link https://meet.google.com/ufk-ugcp-yrr
Apresentação de Qualificação Data: 23/02/2018, 09:00 hrs. Local: sala laranja da pós graduação
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Banca(s) avaliadora(s)
Apresentação de Defesa
Titulares
Bruno Geloneze Neto - Presidente
Faculdade de Ciências Médicas - Universidade Estadual de Campinas- Faculdade de Ciências Médicas - Universidade Estadual de Campinas
Heraldo Mendes Garmes- Faculdade de Ciências Médicas / UNICAMP
Fernanda de Carvalho Vidigal- Universidade Federal de Alfenas-UNIFAL-MG
Suplentes
Renata Germano Borges de Oliveira Nascimento Freitas - Faculdade de Ciências Médicas / UNICAMP
Juliana Furtado Saldanha - Universidade Federal Fluminense
Apresentação de Qualificação
Titulares
Elza Olga Ana Muscelli Berardi - Presidente
Faculdade de Ciências Médicas / UNICAMP- Faculdade de Ciências Médicas / UNICAMP
Marcelo Miranda de Oliveira Lima
Ana Carolina Junqueira Vasques
Suplentes

Resumo


OBJETIVO: caracterizar o gasto energético de repouso (GER) em pacientes com a forma clássica de hiperplasia adrenal congênita por deficiência de 21-hidroxilase (HAC D21-OH) usando calorimetria indireta e compará-lo com as equações preditivas de gasto energético mais frequentemente usadas. MÉTODOS: Estudo caso-controle compreendendo 29 pacientes pós púberes com HAC D21-OH acompanhados regularmente na Universidade de Campinas. Concentrações séricas elevadas de 17-hidroxiprogesterona (17-OHP) e análises moleculares do gene CYP21 confirmaram o diagnóstico. Um grupo controle saudável pareado por idade, sexo e IMC foi examinado. A absorciometria com raios X de dupla energia (DEXA) mediu as composições corporais. Um analisador de bioimpedância determinou a massa livre de gordura e a calorimetria indireta usando um metabolímetro mediu GER. RESULTADOS: o GER foi semelhante entre os grupos (18,7 ± 3,1 Kcal / kg / dia na HAC versus 20,3 ± 3,5 Kcal / kg / dia no controle, p 0,728). Nenhuma equação preditiva atingiu os critérios de precisão estipulados. A análise DEXA revelou maior gordura corporal e menor massa magra não óssea na HAC D21-OH. Os parâmetros antropométricos e de bioimpedância não foram significativamente diferentes. CONCLUSÃO: A HAC D21-OH é geralmente seguida em centros de referência, o que pode facilitar o uso de calorimetria indireta para a medição do GER. Como alternativa, considerando nossos achados de GER em pacientes adultos com HAC 21-OH, o gerenciamento nutricional com base em 25 kcal / peso corporal / dia (medido GER * fator de atividade 1,2 a 1,3) pode ser razoável para a manutenção do peso corporal nesses pacientes.

IDENTIFICAÇÃO DE BIOMARCADORES CIRCULANTES EM PACIENTES COM ESTENOSE DA ARTÉRIA CARÓTIDA INTERNA

Candidato(a): Fabiana dos Santos Oliveira Orientador(a): Iscia Teresinha Lopes Cendes
Mestrado em Fisiopatologia Médica
Apresentação de Defesa Data: 14/07/2020, 14:00 hrs. Local: Integralmente à distância
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Banca avaliadora
Titulares
Iscia Teresinha Lopes Cendes - Presidente
Andrei Carvalho Sposito
Jamary Oliveira Filho
Suplentes
Marcio Luiz Figueredo Balthazar
Octávio Marques Pontes Neto

Resumo


A procura por biomarcadores relacionados a presença da placa aterosclerótica pode auxiliar na identificação de pacientes com um maior risco de sofrer um acidente vascular cerebral. MicroRNAs circulantes são moléculas de RNA não codificante relacionadas à regulação da expressão gênica e que vêm sendo propostos como biomarcadores de diversas doenças. Isso posto, o objetivo principal deste trabalho foi identificar biomarcadores potenciais para a presença da placa aterosclerótica na artéria carótida interna através da análise da expressão diferencial de microRNAs circulantes. Este estudo é composto por uma coorte de 39 pacientes: 5 com estenose grave assintomática, 13 com estenose grave sintomática, 13 com estenose leve assintomática e 8 pacientes que sofreram AVCi e que apresentam estenose leve assintomática. Amostras de microRNA foram extraídas do plasma utilizando o kit mirVanaTM PARISTM e indexadas com o kit QIAseq® miRNA Library. As amostras multiplexadas foram sequenciadas utilizando a plataforma HiSeq 2500 (Illumina, Inc) e os dados obtidos foram analisados com o aplicativo DESeq2. Após diversas comparações entre os grupos de pacientes estudados, encontramos que o miR-508-3p estava hipoexpresso e os miR-4677-3p e miR-4677-5p estavam hiperexpressos em pacientes com estenose grave. Apesar de não existirem trabalhos que explorem a funcionalidade do miR-4677-5p, ambos os miR-508-3p e miR-4677-3p já foram associados à transição epitélio mesenquimal (EMT) ao terem como alvo potencial a proteína ZEB1. Além disso, o miR-508-3p também foi relacionado à proteína LOX, a principal receptora de LDL oxidada. Considerando a relevância do processo EMT e da oxLDL para a progressão e desestabilização da placa aterosclerótica, nossos resultados indicam que além de serem potenciais biomarcadores para a aterosclerose, os mir-508-3p, mir-4677-3p, e mir-4677-5p podem ser potenciais alvos de intervenções terapêuticas no futuro.

EVOLUÇÃO DO PERFIL GLICÊMICO, FUNÇÃO PULMONAR E COMPOSIÇÃO CORPORAL DE UMA COORTE PEDIÁTRICA COM FIBROSE CÍSTICA

Candidato(a): Mariana Zorrón Mei Hsia Pu Orientador(a): Antonio Fernando Ribeiro
Doutorado em Saúde da Criança e do Adolescente Coorientador(a): Jose Dirceu Ribeiro
Apresentação de Defesa Data: 15/07/2020, 14:00 hrs. Local: Integralmente à distância
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Banca avaliadora
Titulares
Antonio Fernando Ribeiro - Presidente
SONIA MAYUMI CHIBA- Universidade Federal de São Paulo
Luiz Claudio Gonçalves de Castro- Universidade de Brasília
Roberto José Negrão Nogueira- Universidade Estadual de Campinas
Gil Guerra Junior
Suplentes
Sofia Helena Valente De Lemos Marini
José Espin Neto - Pontifícia Universidade Católica de Campinas
Adyleia Aparecida Dalbo Contrera Toro

Resumo


Introdução: A fibrose cística (FC) é uma doença genética autossômica recessiva multissistêmica, ocasionada por um defeito no transporte de íons cloreto, resultando em secreções mucosas espessas, que levam à obstrução de ductos e canalículos glandulares. O diabetes relacionado à FC (DRFC) corresponde ao ponto final de um amplo espectro de anormalidades glicêmicas. Cerca de 20 dos adolescentes e 40-50 de adultos com FC desenvolvem diabetes. O diabetes e a intolerância à glicose reduzem a expectativa de vida desses pacientes, enfatizando a importância de seu diagnóstico e tratamento precoces. O teste padrão-ouro para o DRFC é o teste de tolerância oral à glicose (TTOG). A prevalência de hipoglicemia durante o TTOG varia entre 7 e 15 . Sua etiologia provavelmente está relacionada a uma secreção tardia de insulina associada a uma resposta diminuída de glucagon. Alguns autores tentam associar a ocorrência dessas hipoglicemias ao desenvolvimento de diabetes nessa população, enquanto outros não acreditam nesta relação. Objetivo: Descrever a evolução clínica de uma coorte pediátrica com FC, correlacionando os dados do monitor contínuo de glicose subcutânea (CGM) com o índice de massa corporal (IMC), função pulmonar e TTOG. Verificar se o CGM poderia prever a evolução para DRFC, declínio da função pulmonar ou do IMC em pacientes com FC. Métodos: Estudo de coorte prospectivo, descritivo e analítico de um único centro. Trinta e nove pacientes foram seguidos por 3,1±0,51 anos. Os participantes foram classificados a partir do TTOG de acordo com as diretrizes da American Diabetes Association (ADA). Os pacientes com FC sem diabetes foram submetidos ao CGM por até 3 dias, volume expiratório forçado no 1º segundo (VEF1) e medidas de índice de massa corporal (IMC). A classificação do CGM foi baseada nos valores de corte do TTOG. Resultados: Trinta e quatro pacientes completaram o acompanhamento (3,1±0,51 anos). Nenhuma das variáveis do estudo conseguiu prever a progressão para DRFC ou associação com eventos hipoglicêmicos. O CGM foi capaz de detectar excursões glicêmicas não identificadas no TTOG. Os pacientes com anormalidades glicêmicas (glicose intersticial >140 mg/dL) no CGM apresentaram um menor valor de IMC tanto no início (17,30±3,91 vs. 19,42±2,07; p=0,043) como no final estudo (17,88±3,63 vs. 19,95±2,56; p=0,039). Pacientes que permaneceram com glicose intersticial <140 mg/dL (n=8) durante a monitorização com CGM não evoluíram para o DRFC em 3,1 anos. A coorte apresentou um aumento na média de IMC (17,80±3,65 vs. 18,36±3,49; p=0,025) e uma diminuição na média de VEF1 (66,91±25,79 vs. 56,32±29,57 ; p=0,001). Os pacientes que evoluíram para DRFC apresentaram um menor valor de VEF1 ao final do seguimento (22,67±5 vs. 59,58±28,9; p=0,041) e um menor valor de IMC tanto no início (14,37±1,23 vs. 18,13±3,65; p=0,049) quanto no final do seguimento (14,81±0,66 vs. 18,71±3,46; p=0,029). Conclusão: O CGM foi capaz de identificar anormalidades glicêmicas não detectadas pelo TTOG, e essas anormalidades se relacionaram com um menor valor de IMC. No entanto, o CGM não foi eficaz em prever o diabetes nesta população. Indivíduos com FC possivelmente requerem critérios diagnósticos para o DRFC diferentes dos adotados para população sem FC.

Candidato(a): Rosângela Lucinda Rocha Monteiro Orientador(a): Nelson Adami Andreollo
Doutorado em Ciências da Cirurgia
Apresentação de Qualificação Data: 16/07/2020, 14:00 hrs. Local: videoconferencia
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Banca avaliadora
Titulares
Nelson Adami Andreollo - Presidente
Luiz Roberto Lopes
Everton Cazzo
Suplentes
Valdir Tercioti Junior - Faculdade de Ciências Médicas

GASTO ENERGÉTICO EM PACIENTES COM HIPERPLASIA ADRENAL CONGÊNITA POR DEFICIÊNCIA DE 21-HIDROXILASE E COMPARAÇÃO COM EQUAÇÕES PREDITIVAS

Candidato(a): Daniel Minutti de Oliveira Orientador(a): Bruno Geloneze Neto
Mestrado em Clínica Médica
Apresentação de Defesa Data: 17/07/2020, 09:00 hrs. Local: Integralmente à distância pelo link https://meet.google.com/ufk-ugcp-yrr
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Banca avaliadora
Titulares
Bruno Geloneze Neto - Presidente
Faculdade de Ciências Médicas - Universidade Estadual de Campinas- Faculdade de Ciências Médicas - Universidade Estadual de Campinas
Heraldo Mendes Garmes- Faculdade de Ciências Médicas / UNICAMP
Fernanda de Carvalho Vidigal- Universidade Federal de Alfenas-UNIFAL-MG
Suplentes
Renata Germano Borges de Oliveira Nascimento Freitas - Faculdade de Ciências Médicas / UNICAMP
Juliana Furtado Saldanha - Universidade Federal Fluminense

Resumo


OBJETIVO: caracterizar o gasto energético de repouso (GER) em pacientes com a forma clássica de hiperplasia adrenal congênita por deficiência de 21-hidroxilase (HAC D21-OH) usando calorimetria indireta e compará-lo com as equações preditivas de gasto energético mais frequentemente usadas. MÉTODOS: Estudo caso-controle compreendendo 29 pacientes pós púberes com HAC D21-OH acompanhados regularmente na Universidade de Campinas. Concentrações séricas elevadas de 17-hidroxiprogesterona (17-OHP) e análises moleculares do gene CYP21 confirmaram o diagnóstico. Um grupo controle saudável pareado por idade, sexo e IMC foi examinado. A absorciometria com raios X de dupla energia (DEXA) mediu as composições corporais. Um analisador de bioimpedância determinou a massa livre de gordura e a calorimetria indireta usando um metabolímetro mediu GER. RESULTADOS: o GER foi semelhante entre os grupos (18,7 ± 3,1 Kcal / kg / dia na HAC versus 20,3 ± 3,5 Kcal / kg / dia no controle, p 0,728). Nenhuma equação preditiva atingiu os critérios de precisão estipulados. A análise DEXA revelou maior gordura corporal e menor massa magra não óssea na HAC D21-OH. Os parâmetros antropométricos e de bioimpedância não foram significativamente diferentes. CONCLUSÃO: A HAC D21-OH é geralmente seguida em centros de referência, o que pode facilitar o uso de calorimetria indireta para a medição do GER. Como alternativa, considerando nossos achados de GER em pacientes adultos com HAC 21-OH, o gerenciamento nutricional com base em 25 kcal / peso corporal / dia (medido GER * fator de atividade 1,2 a 1,3) pode ser razoável para a manutenção do peso corporal nesses pacientes.

Avaliação da influência da hidroxiureia sobre marcadores de hemólise intravascular, de disfunção endotelial e de hipercoagulabilidade em pacientes com anemia falciforme

Candidato(a): Francine Chenou Orientador(a): Magnun Nueldo Nunes Dos Santos
Doutorado em Ciências Médicas Coorientador(a): Erich Vinicius De Paula
Apresentação de Defesa Data: 17/07/2020, 13:30 hrs. Local: Integralmente à distância
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Banca avaliadora
Titulares
Magnun Nueldo Nunes Dos Santos - Presidente
Antonio Roberto Lucena de Araújo- Universidade Federal de Pernambuco
Monica Barbosa De Melo
Paula de Melo Campos- Hemocentro - UNICAMP
Marilda de Souza Gonçalves- Universidade Federal da Bahia
Suplentes
Carolina Lanaro - Hemocentro - UNICAMP
Paulo Augusto Achucarro Silveira - Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein
Susan Elisabeth Domingues Costa Jorge - FCM-UNICAMP

Resumo


Na anemia falciforme (AF), a hemólise intravascular (HI), a disfunção endotelial (DE) e inflamação estão entre os fatores mais importantes que contribuem para o desenvolvimento da hipercoagulabilidade. Desta forma, o presente estudo teve por objetivo avaliar a influência da HI e DE, através de marcadores, para o desenvolvimento de um estado de hipercoagulabilidade, bem como os efeitos da terapia com hidroxiureia (HU) nesse processo, os quais não estão completamente elucidados. No entanto, foi avaliada a relação entre marcadores de HI [Contagem de reticulócitos, lactato desidrogenase (LDH), hemoglobina plasmática (pHb), heme total e sCD163], marcadores de DE [Antígeno do fator de von Willebrand (FvW:Ag), atividade do cofator da ristocetina de FvW (FvW:RCo), Antígeno de ADAMTS13 (ADAMTS13:Ag), atividade de ADAMTS13 (ADAMTS13:Act), trombospondina-1(TSP1) e endotelina-1(ET-1)] e marcadores do estado de hipercoagulabilidade [Dímero-D, contagem de plaquetas, fibrinogênio, complexo trombina-antitrombina (TAT)] em 30 pacientes adultos com AF sem terapia com HU (HbSS), em 25 pacientes adultos com AF em terapia com HU (HbSS_HU), ambos os grupos acompanhados no Hemocentro de Pernambuco - HEMOPE, nordeste do Brasil, e em 32 indivíduos adultos (HbAA) da mesma região geográfica do país. Os níveis de TSP1, ADAMTS13:Ag, ET-1, sCD163, pHb e TAT foram medidos por ELISA, enquanto as concentrações de LDH e heme total foram medidas por colorimetria. A dosagem do fibrinogênio e ADAMTS13:Act foi realizada por métodos turbidimétricos e FRETS-VWF73, respectivamente. Além disso, os níveis de dímero-D, FvW:Ag e FvW:RCo foram medidos por imunoturbidimetria. A idade média dos 30 pacientes HbSS (32,17±9,77 anos) e 25 pacientes HbSS_HU (31,21±10,37 anos) foi maior que a dos 32 controles HbAA (21,78±2,14 anos). Em relação aos níveis de HbF, foi observado um aumento significativo nos pacientes HbSS_HU quando comparados aos pacientes HbSS (p=0,033). No que se refere aos marcadores de HI, foi observado uma diminuição de níveis da LDH e pHb nos pacientes HbSS_HU quando comparados aos pacientes HbSS (pLDH=0,045, ppHb=0,002); enquanto os níveis de sCD163 e heme total se encontram reduzidos e aumentados, respectivamente, nos pacientes com AF (com e sem HU) quando comparados aos controles (psCD163=0,028 e pHeme<0,0001). Quanto aos marcadores de DE foi observado que FvW:Ag e FvW:RCo apresentaram níveis aumentados nos pacientes (p<0,0001), enquanto ADAMTS13:Ag e ADAMTS13:Act se encontram diminuídos (pADAMTS13:Ag=0,0007; pADAMTS13:Act<0,0001) quando comparados aos controles. Já a TSP1 e ET-1 apresentaram níveis aumentados nos pacientes (HbSS>HbSS_HU>HbAA, pTSP1<0,0001; pacientes>HbAA, pET-1=0,013). Com relação aos marcadores de hipercoagulabilidade, houve um aumento significativo de níveis de dímero-D, TAT e a contagem de plaquetas nos pacientes quando comparados aos dos controles HbAA (p<0,0001); e os níveis de fibrinogênio estavam diminuidos em pacientes HbSS quando comparados aos dos controles e pacientes HbSS_HU (p= 0,011). No que diz respeito às correlações encontradas entre os marcadores de HI e DE, os achados corroboram que a ativação anormal do endotélio nos pacientes com AF pode resultar, pelo menos em parte, do sequestro de NO provocado pela pHb e/ou heme. Adicionalmente, é possível sugerir que a DE favorece o quadro da hipercoagulabilidade nos pacientes com AF de acordo com as correlações observadas entre esses marcadores. Com base nos resultados obtidos, os marcadores da HI foram associados à maior ativação da DE e da coagulação na AF. Por outro lado, a terapia com HU foi relacionada a uma redução dos níveis de marcadores da HI, da DE e do estado de hipercoagulabilidade, reforçando os benefícios do uso de HU na AF.