FCM perde o fundador do Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria

Enviado por Camila Delmondes em qui, 09/01/2020 - 11:05

“Acusam-me de ser comunista, ateu e freudiano. O inferno é pouco!”, disse de forma irônica o psicanalista campineiro Roberto da Silveira Pinto de Moura. Provocado, o então reitor da Unicamp, Zeferino Vaz, respondeu: “Adoro Freud, quero a psicanálise aqui!”.

Assim teve início, em meados de 1965, a história do Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria (DPMP) da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp que, nesta quinta-feira, 9 de janeiro, perdeu o seu fundador.

Conhecido na década de 1960, em Campinas, como o único psiquiatra na cidade a seguir os postulados do austríaco Sigmund Freud, Moura não passou despercebido ao olhar perspicaz de Zeferino Vaz, que enxergou no professor, duramente criticado pelos pares por sua inclinação freudiana, o profissional ideal para implantar a área na recém-criada Unicamp.

“Para muitos, Freud não passava de um pervertido. Tinham medo de que aquela nova teoria me conduzisse ao rumo errado”, disse Moura em 2017, em entrevista especial para o Jornal da Unicamp, realizada pelo jornalista Clayton Levy.

Leia a entrevista na íntegra, aqui.

Em 2016, para as comemorações do Jubileu de Ouro do DPMP, Roberto Pinto de Moura enviou uma singela mensagem aos colegas de Departamento, com um breve relato sobre o início dessa história. A mensagem ficou eternizada no video-homenagem, abaixo, intitulado “Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria – 50 anos”.

Leia também nota da Unicampo sobre o falecimento de Roberto da Silveira Pinto de Moura.