XXXI CoMAU - 2022


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ADESÃO À HIGIENE DAS MÃOS NO MUNICÍPIO DE CAMPINAS/SP, NO CONTEXTO DA PANDEMIA DA COVID-19

Autores: Pedro Antonio Teodoro de Moraes, Vanessa Aparecida Vilas-Boas, Marcela Vieira Torres de Lolo,



RESUMO

Introdução: A higiene das mãos protege profissionais de saúde, assim como pacientes, de infecções evitáveis. Entretanto, estudos relatam uma resistência dos profissionais à adesão desta prática. A pandemia da COVID-19 trouxe à tona o medo e a insegurança ao lidar com a doença, além da necessidade e importância da higiene das mãos para a sua prevenção, aliada a outras medidas de precaução. Objetivo: Comparar o consumo de preparação alcoólica para higiene das mãos nas unidades de terapia intensiva, do município de Campinas/SP, antes e durante a pandemia da COVID-19. Método: Estudo analítico transversal, retrospectivo, por documentação indireta. Foram coletados dados referentes ao consumo mensal de preparação alcoólica (volume em mL e número de pacientes-dia), das unidades de terapia intensiva (UTI) de 20 hospitais gerais da rede pública e privada do município de Campinas/SP, no período de 2018 a 2021. Os dados foram obtidos a partir da planilha de notificação de indicadores epidemiológicos de infecção relacionada à assistência à saúde, enviada à Secretaria Municipal de Saúde. Os dados foram descritos por meio de frequências e porcentagens para as variáveis qualitativas e por meio de medidas de tendência central e dispersão para as variáveis quantitativas. A avaliação do consumo de álcool ao longo do período de janeiro de 2018 a dezembro de 2021 foi realizada por meio de run charts para detectar a melhoria ou a degradação do processo por padrões não aleatórios na distribuição dos pontos de dados ao redor da mediana. As análises foram realizadas, para cada um dos hospitais e para o município, considerando como ponto de mudança o início da pandemia, isto é, o mês de março de 2020. Resultados: A pandemia da COVID-19 resultou em uma mudança no consumo de preparação alcoólica para higiene das mãos. Novas medianas foram traçadas, com aumento de 34,03 para 57,64 nas UTIs de adultos, de 31,53 para 48,66 nas UTIs neonatais, e de 34,38 para 60,35 nas UTIs pediátricas. Observou-se uma tendência de queda conforme flexibilização do Plano São Paulo. Conclusão: A pandemia da COVID-19 proporcionou um aumento no consumo de preparação alcoólica para higiene das mãos. Isto pode ser devido à intensificação dos treinamentos realizados e do abastecimento de preparação alcoólica no ponto de assistência ao paciente, e ao aumento do número de internações em unidades de terapia intensiva. Estudos futuros são necessários para avaliar se essa experiência contribuirá para o aumento da adesão à higiene das mãos de forma sustentada.



PALAVRA-CHAVE: Higiene das Mãos; Comportamento de Redução do Risco; Indicadores Básicos de Saúde; Unidades de Terapia Intensiva; Pandemias.




  Apresentação



ÁREA: Clínica Médica

NÍVEL: Estudo original de natureza quantitativa ou qualitativa

FINANCIAMENTO: CNPq




XXXII CoMAU - 2023

29, 30 de Setembro e 01 de Outubro de 2023
FCM/Unicamp


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