XXXI CoMAU - 2022


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O QUE ESTUDANTES DE MEDICINA, MÉDICOS-RESIDENTES E ESPECIALISTAS EM CLÍNICA MÉDICA SABEM SOBRE O EXAME DE FUNDO DE OLHO

Autores: Enrique Bitencourt de Paula, Jose Paulo Cabral de Vasconcellos, Nelson Olavo Wolf Choueri, Breno Di Gregorio, Milena Yonamine, Mariana Miguel de Camargo,



RESUMO

Introdução: Atualmente, 237 milhões de pessoas apresentam algum tipo de acometimento visual. Desses, diversos são acometidos por causas preveníveis, as quais poderiam ter sido evitadas por uma estratégia de rastreio. O exame de fundoscopia é uma estratégia rápida, barata e efetiva para o rastreio e diagnóstico de diversas doenças ameaçadoras da visão e da vida. Diversas técnicas e aparelhos para realização desse exame estão disponíveis, como oftalmoscópio direto convencional, de campo amplo e, mais recentemente, oftalmoscopia com auxílio de smartphone. Entretanto, médicos apresentam falta de conhecimento na técnica e/ou de autoconfiança em realizar o exame. Objetivos: Avaliar o nível de conhecimento e segurança de estudantes de medicina do 3º ano, médicos-residentes em clínica médica e médicos especialistas em clínica médica em realizar o exame o exame de fundoscopia. Materiais e métodos: Este é um estudo transversal, o qual avaliou estudantes de medicina do 3º ano, médicos-residentes em clínica médica e médicos especialistas em clínica médica. Os indivíduos foram avaliados de forma virtual por dois questionários: um primeiro composto por 4 itens com 5 categorias da escala de Likert para avaliar a segurança em realizar fundoscopia, e um segundo composto por 60 questões de múltipla escolha para avaliar o conhecimento a respeito do exame de fundoscopia, onde apenas uma alternativa era correta. Resultados: Setenta e oito indivíduos foram incluídos na análise (50 estudantes de medicina, 9 médicos-residentes e 19 especialistas em clínica médica). Respectivamente, a média de pontuação no questionário de conhecimento teórico foi 36,7±7,07, 43,56±5,03 e 38,68±5,83 (p=0,02), enquanto que a pontuação de autoconfiança na realização da técnica de fundoscopia foi 2,43±0,94, 1,72±0,74 e 2,19±0,98 (p=0,1). A correlação entre o número de acertos no questionário de conhecimento em fundo de olho e o nível de confiança em realizar o exame foi de R=-0,09 (p=0,2). Discussão: Apesar de esperada uma melhor performance com o aumento do nível de formação, o grupo de melhor desempenho dentre os três avaliados foi o de médicos-residentes. Somado a isto, o grupo de estudantes foi estabelecido como o de maior autoconfiança sobre o tema e menor nível de conhecimento teórico mensurado, enquanto o de médicos-residentes apresentou a menor autoconfiança dentre os 3 grupos. O contraste entre o grau elevado de autoconfiança e o número de acertos apontam que métodos de avaliação que medem exclusivamente o nível de autoconfiança de um profissional, não apontam diretamente o seu conhecimento sobre o exame de fundoscopia. Conclusão: Nenhum dos grupos apresentou uma pontuação satisfatória no conhecimento teórico do exame de fundo de olho. Também, não foi observado maior no conhecimento a partir do grau de formação. Sugerimos novas intervenções práticas e teóricas para aumentar o conhecimento de médicos formados e em formação nesse item do exame físico.



PALAVRA-CHAVE: Fundoscopia; Fundo de olho; Ensino Médico




  Apresentação



ÁREA: Clínica Médica

NÍVEL: Estudo original de natureza quantitativa ou qualitativa




XXXII CoMAU - 2023

29, 30 de Setembro e 01 de Outubro de 2023
FCM/Unicamp


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