Intervenção social sobre doenças negligenciadas é premiada em evento do Ministério da Saúde

Enviado por Edimilson Montalti em qui, 12/12/2019 - 10:55

A intervenção social “Doenças negligenciadas: atores sociais, educação e vigilância em saúde”, da Associação dos Portadores de Doença de Chagas de Campinas e Região – ACCAMP, com apoio e parceria do Grupo de Estudos em doença de Chagas-GEDoCh da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp e do ambulatório de Doença de Chagas do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp e do Serviço Social do HC, recebeu menção honrosa durante a 16ª ExpoEpi Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas, Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças. O evento foi promovido pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde (MS) e aconteceu de 4 a 6 de dezembro em Brasília-DF.

O trabalho na categoria pôster, elaborado e apresentado pela assistente social Ana Maria de Arruda Camargo, integrante da equipe multidisciplinar do GEDoCh e do Serviço Social do HC foi em co-autoria com seis integrantes desta associação: Antonio Pereira, Belmira de Oliveira Silva, Edivaldo dos Santos, Francisca Cardoso dos Santos, Osvaldo Rodrigues da Silva e Roosevelt de Oliveira. Esta intervenção relata a experiência da Associação dos Portadores de Doença de Chagas de Campinas e Região (ACCAMP) e evidencia o protagonismo desta organização da sociedade civil na luta por garantia de direitos, como a Lei n° 15.386 conquistada em 2017 que instituiu, em Campinas, a Semana Municipal de Conscientização sobre às Doenças Negligenciadas.

A ACCAMP, articulada com outros segmentos sociais, com o poder Legislativo de Campinas, Comissão de Política Social e Saúde e de Serviços de Saúde, GEDoCh e Vigilância Epidemiológica de Campinas e região realizou seminários, oficinas temáticas, elaboração e distribuição de folhetos e pôsteres educativos nas salas de espera do HC e nas Unidades Básicas de Saúde. Propôs discussões públicas na Câmara Municipal de Campinas, de Santa Bárbara d´Oeste e de Santo Antonio da Posse.

“Esta articulação envolveu equipes de saúde, docentes, estudantes, gestores, profissionais, usuários, conselheiros de saúde, lideranças comunitárias e representantes do legislativo. Com isso, buscamos reforçar e desencadear discussões, dar maior visibilidade aos desafios, socializar informações e incentivar ações para o enfretamento e superação do quadro de negligência que ainda envolvem algumas doenças, como hanseníase, esquistosomose, leishmaniose, dengue, doença de Chagas, dentre outras, conforme aponta a Organização Mundial de Saúde (OMS)”, explicou a assistente social do HC Ana Maria de Arruda Camargo.

“O GEDoCh e o Serviço Social do HC da Unicamp, desde o início da ACCAMP e durante sua trajetória, procurou contribuir, enquanto instituição pública, através do trabalho de seus profissionais, docentes e estudantes, acolhendo e dando apoio as demandas que eram de competência no que concerne a sua missão de assistência, ensino e pesquisa. Ao estender a dimensão do trabalho à comunidade socializou o saber  produzido, respeitou o saber deste segmento,  de forma que esta articulação se concretizasse em ações de educação,  vigilância em saúde e cidadania”, destacou Eros Antonio de Almeida, médico da FCM e coordenador Grupo de Estudos em Doença de Chagas.