Docentes da FCM recebem prêmios de reconhecimento institucional pelo ensino, extensão e pesquisa

Enviado por Edimilson Montalti em ter, 17/12/2019 - 09:46

Rita de Cássia Ietto Montilha, professora do Departamento de Desenvolvimento Humano e Reabilitação e Departamento e Silvia Maria Santiago, professora do Departamento de Saúde Coletiva, ambas da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) receberam, respectivamente, o Prêmio Reconhecimento Docente de Graduação 2019 e o Prêmio Proec de Extensão Universitária.

Já o Prêmio de Reconhecimento Acadêmico Zeferino Vaz, a mais alta honraria da Unicamp, foi entregue à médica ginecologista e professora titular do Departamento de Tocoginecologia da FCM, Lúcia Helena Simões Costa Paiva. Este prêmio é o mais antigo concedido pela Universidade e visa reconhecer a dedicação do docente em todas as áreas da vida universitária. A entrega dos prêmios foi no dia 13 de dezembro, no Centro de Convenções da Unicamp.

Rita de Cássia disse que receber esse prêmio é muito significativo, pois, como o próprio nome diz, é o reconhecimento à dedicação ao ensino. “É uma honra recebê-lo considerando, ainda, o fato da FCM ser uma unidade que agrega dois grandes cursos de Graduação, ambos muito bem avaliados, e que formam profissionais para a área da saúde, que estarão atendendo a comunidade nos níveis de promoção, prevenção tratamento e reabilitação”, disse.

Na opinião da docente do curso de graduação em Fonoaudiologia e coordenadora do Programa de Pós-Graduação Saúde, Interdisciplinaridade e Reabilitação, para se chegar a um nível de excelência dentro do ensino, é necessário ao docente, enquanto profissional da saúde, buscar o aprimoramento constante e a melhor forma de proporcionar ao aluno de graduação a construção do conhecimento, valorizando a ética e a humanização do atendimento.

“Outro aspecto muito relevante se refere ao cuidado das relações interpessoais, onde é necessário desenvolver a empatia com os alunos, demais docentes e funcionários das equipes de trabalho e aliar, tudo isso, às atividades de extensão e de pesquisa. Acredito que gostar e acreditar no que se faz, fazer com amor, faz a diferença tornando o trabalho prazeroso e recompensador”, comentou.

Silvia Santiago disse que ficou muito honrada em ter recebido o Prêmio Proec de Extensão Universitária, pois significa “o reconhecimento de uma vida inteira de trabalho junto à comunidade, formando pessoal da saúde, aprendendo com as experiências e trazendo para a Universidade a realidade dessas vivências e conhecimentos”.

Ainda de acordo com a professora do Departamento de Saúde Coletiva da FCM, a formação do profissional de saúde precisa estar encarnada na realidade sociocultural da sociedade e das comunidades. É esta formação que prepara o aluno para a abordagem integral dos usuários, para resolver os problemas que se apresentam e oferecer as melhores soluções em conjunto com as equipes de saúde e os usuários.

“A extensão é a oportunidade da troca. É a oportunidade do aprendizado mútuo e engrandecimento das comunidades e da Universidade. A grande oportunidade de aplicar a teoria para aqueles que existem e que nos são caros”, disse.

Segundo Silvia, toda a área assistencial da Unicamp presta um serviço enorme à sociedade e é muito reconhecida pela população da região e de mais longe. Os trabalhos desenvolvidos nas redes assistenciais dos municípios que Campinas permitem o convívio a troca e o aperfeiçoamento das relações e da assistência.

“Estas relações têm permitido a formação de profissionais de saúde engajados socialmente e tecnicamente competentes”, confidenciou.

No mesmo dia, foram entregues ainda seguintes os seguintes prêmios institucionais: Reconhecimento Acadêmico para Pesquisadores da Carreira PQ; Mérito Científico do XXVII Congresso de Iniciação Científica da Unicamp e Inova Unicamp de Iniciação à Inovação. Wilson Nadruz Júnior, professor do Departamento de Clínica Médica da FCM, recebeu o prêmio PIBIC pela orientação da pesquisa de iniciação científica Espessura das Subcamadas da Parede Carotídea em Pacientes Hipertensos, de Rafael de Paolis Bonafé.

A medida da espessura íntima-média (EIM) da parede da artéria carótida é o exame mais utilizado para estimar a aterosclerose subclínica na prática clínica. O estudo investigou 70 indivíduos portadores de hipertensão arterial acompanhados no Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp. A pesquisa mostrou que a EIM é determinada, principalmente, pela camada média e não pela camada íntima, que é considerada um marcador mais específico de aterosclerose.

“Estes resultados podem ser úteis na interpretação clínica de medidas de EIM em hipertensos, pois indicam que aumentos da EIM podem não ser necessariamente relacionados à aterosclerose nesta população”, disse Nadruz.

Prêmio Zeferino Vaz


Ao todo, 20 docentes da Unicamp foram contemplados com o Prêmio de Reconhecimento Acadêmico Zeferino Vaz.
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eja a relação completa dos premiados, aqui.

A médica ginecologista e professora titular do Departamento de Tocoginecologia da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, Lúcia Helena Simões Costa Paiva, foi a docente da faculdade laureada, em 2019, com uma das mais altas honrarias da universidade: o Prêmio de Reconhecimento Acadêmico Zeferino Vaz.

“Receber esse prêmio nesse momento da minha carreira é muito gratificante. É como se coroasse toda uma trajetória ao longo dos anos, na Unicamp”, disse Lucia sobre o reconhecimento obtido.

Tendo atuado na Unicamp, em diversas áreas relacionadas à Saúde da Mulher, Lúcia fez questão de mencionar o apoio de diversos profissionais ao longo de sua carreira. “Juntos, ficamos mais fortes e conseguimos mais coisas. Ninguém faz nada sozinho. Como filha da Unicamp, fico lisonjeada pelo apoio que recebi por todos esses anos. Fico muito feliz por ter recebido esse prêmio por fazer aquilo que mais gosto de fazer”, acrescentou. Leia aqui a entrevista concedida por Lúcia sobre o prêmio.

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