O know-how da Universidade de Massachusetts na avaliação da carreira docente

Enviado por Camila Delmondes em qui, 16/05/2019 - 11:06

Convidada do IV Seminário Internacional sobre Carreira Docente nas Profissões da Saúde,  realizado na Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, a vice-reitora para Assuntos Institucionais da Universidade de Massachusetts (UMass), Luanne Thorndyke, compartilhou a expertise da instituição norte-americana na avaliação do corpo docente para a promoção e desempenho.

“Um dos componentes fundamentais para progressão na carreira, em nossa universidade, é a contribuição do professor nas atividades de ensino”, destacou Luanne sobre as políticas de pessoal acadêmico da UMass, descritas em documento online que visa facilitar o entendimento do corpo docente em relação à maneira pela qual os seus membros são avaliados.

“Na UMass, o  processo de promoção docente tem como base, o princípio de revisão por pares em múltiplos níveis”, explica a pesquisadora norte-americana sobre as regras de promoção e avaliação docente em sua universidade.

Segundo explicou e vice-reitora, a política de pessoal acadêmico da UMass traz o entendimento e o compromisso da academia em relação aos seus ranks e critérios de promoção e avaliação, descreve os procedimentos para a revisão e julgamento dos pedidos de progressão. Dentre os documentos básicos exigidos ao pesquisador para a solicitação da progressão estão: o currículo vitae, as avaliações de ensino, cartas de avaliação e declaração pessoal do pesquisador em que este resume as suas atividades.

Uma das contribuições de seu grupo de pesquisa, na UMass, no que se refere à avaliação da carreira docente, de acordo com Luanne, foi o de aprofundar e expandir o entendimento em relação aos domínios da atuação acadêmica para além da visão tradicional, a partir de critérios como avanço, disseminação e impacto do trabalho realizado. “Esse tipo de entendimento permitiu que uma gama de atividades pudesse ser considerada e reconhecida no contexto de avaliação de desempenho”, disse a especialista.