“Unicamp estuda ampliar alcance do ProFIS”, afirma novo coordenador do Programa

Enviado por Camila Delmondes em Qui, 27/05/2021 - 11:35

Ao assumir a coordenação do Programa de Formação Interdisciplinar Superior (ProFIS) da Unicamp, em maio deste ano, o docente do Departamento de Saúde Coletiva (DSC) da Faculdade de Ciências Médicas (FCM), Flávio César de Sá, disse que a Unicamp já conta com estudos que visam ampliar a oferta de vagas, em Campinas, e implantar oportunidade similar no município de Limeira.

“O ProFIS é a melhor iniciativa de inclusão da Universidade brasileira. Ao distribuir as vagas pelas escolas públicas, acolhe toda uma diversidade de bairros e diferentes realidades regionais que o vestibular, mesmo com as ações afirmativas, não consegue abranger”, afirmou.

Formado em Medicina, com residência médica, especialização em Saúde Pública e doutorado em Saúde Coletiva pela Unicamp, Flávio de Sá realizou pós-doutorado em Bioética Clínica, na universidade norte-americana de Cornell. Dono de uma visão crítica sobre as formas de acesso à universidade pública, no Brasil, ele destaca o papel desempenhado pelo programa da Unicamp no combate à desigualdade social.

“O ProFIS permite o acesso a jovens que, de outra forma, não teriam conseguido fazer um curso superior, muito menos na Unicamp. O bom desempenho que a grande maioria dos egressos do ProFIS alcança nos cursos em que ingressam demonstra, cabalmente, que o vestibular é uma barreira na maior parte das vezes injusta, que apenas reforça a desigualdade que consome nosso país”, disse.

Mais tempo para decidir qual carreira seguir. No ProFIS, os estudantes passam por um curso superior de formação geral, que além de auxiliar na escolha da futura carreira, possibilita o desenvolvimento de habilidades na prática científica, a partir de disciplinas que exercitam a reflexão e fortalecem a autonomia.  

Apesar das muitas conquistas do ProFIS desde a sua criação, em 2011, Flávio de Sá vislumbra novos caminhos de expansão, melhoria, e crescimento. “É possível avançar ainda mais. Precisamos, agora, proporcionar maior integração entre as disciplinas do curso e tornar o projeto pedagógico do programa mais robusto”, disse.