Professor Nelson Caserta é titulado membro honorário da Sociedade Portuguesa de Radiologia
Publicado por: Camila Delmondes
05 de junho de 2024

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Nelson Márcio Gomes Caserta, durante o Congresso Nacional de Radiologia da Sociedade Portuguesa de Radiologia, realizado em Peniche, de 8 a 11 de maio/Foto: Divulgação

Durante o Congresso Nacional de Radiologia da Sociedade Portuguesa de Radiologia, realizado em Peniche, de 8 a 11 de maio, o docente do Departamento de Anestesiologia, Oncologia e Radiologia da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, Nelson Caserta, recebeu o título de membro honorário. Na ocasião, ele também proferiu uma palestra sobre os procedimentos radiológicos não mais utilizados e sobre a nova geração de radiologistas.

De volta ao Brasil, em entrevista ao site da FCM, o especialista falou sobre os aspectos gerais da sua apresentação em Portugal. “Quando eu fiz a Residência não existia tomografia, ultrassom ou ressonância, fazíamos exames que hoje já não fazem mais”, comentou.

Caserta falou, também, sobre uma diferença muito grande, na atualidade, no fluxo de informações disponíveis. “Antes, apenas o médico detinha a informação. Hoje, o paciente vai ao médico tendo pesquisado sobre os seus sintomas em muitas plataformas de busca. É preciso, hoje em dia, que o profissional domine uma grande gama de requisitos, dentre os quais, o know-how em diferentes áreas de conhecimento e tecnologias”.

O docente da FCM também falou sobre a necessidade de mudanças nas formas de ensino e treinamento, de modo a adaptar-se às novas gerações. “A transmissão do conhecimento precisa ser mais fácil e rápida. Antigamente, tínhamos aquelas aulas de duas horas de duração. Hoje, precisamos estruturar nossas apresentações em tópicos. Nosso maior desafio, como professores, é manter a audiência atenta, engajada”.

Nesse caminho, Caserta disse que o humor e a interação são ferramentas úteis na formação dos futuros profissionais. “Nos eventos científicos, interagimos com o público, fazemos brincadeiras e gincanas do conhecimento. Tudo, com o objetivo de manter a atenção ao transmitir o ensinamento”.

De 28 de fevereiro a 24 de março, Nelson Caserta participou do Congresso Europeu de Radiologia, em Viena, na Áustria, ocasião em que apresentou a palestra com o tema “Ragiologistas da Nova Geração”. Na foto, o docente da FCM aparece ao lado de representantes de diversos outros países/Foto: Divulgação

O dinheiro não é a rota para a felicidade. Para o especialista da FCM, a nova geração de radiologistas demanda equilíbrio entre a profissão e a vida pessoa, e serve de bom exemplo às gerações mais antigas. “Na minha época ficávamos focados em trabalhar a semana inteira, de segunda a segunda, prestar concursos, participar de congressos, assumir cargos, e fazer uma série de atividades. Os médicos radiologistas da geração *millennial querem que a carreira faça parte de suas vidas, de modo a ficarem mais com suas famílias e terem fins de semanas livres, por exemplo”.

Na palestra realizada no exterior, Caserta também falou sobre os mitos relacionados à Inteligência Artificial. “Atrás de uma máquina sempre será necessária uma pessoa, ainda que de todas as áreas médicas a Radiologia seja uma das que mais trabalha com equipamentos de IA. Tal tecnologia, ao invés de suprimir a necessidade dos profissionais, melhora a eficácia, maximiza o valor do tempo e das suas contribuições”, afirmou.

Para Caserta, além do importante papel no atendimento médico, os radiologistas têm forte atuação nas estratégias da saúde, uma vez que os grandes centros hospitalares contam com os serviços de Diagnóstico por Imagem no centro das tomadas de decisões. “Hoje, há necessidade de uma participação multidisciplinar para fazer uso racional e efetivo da tecnologia na área da Saúde. Esta é uma área onde o papel do médico radiologista é importante para evitar desperdício e duplicidade não só no diagnóstico, mas também na terapia, além da sua atuação na administração de recursos de centros hospitalares”, finalizou.


*pessoas nascidas após o início da década de 1980 até, aproximadamente, a primeira metade da década de 1990, também chamada de Geração Y



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