Qualificações e Defesas - Detalhes

ACESSO ENDOSCÓPICO ENDONASAL PARA FOSSA INTERPEDUNCULAR – NOVA TÉCNICA DE TRANSPOSIÇÃO HIPOFISÁRIA USANDO DISSECÇÃO ANATÔMICA CADAVÉRICA

Candidato(a): Victor Leal de Vasconcelos
Orientador(a): Helder Tedeschi



Apresentação de Defesa
Curso: Mestrado em Ciências Médicas
Local: Sala amarela da Pós-Graduação/FCM
Data: 28/01/2020 - 08:30 hrs
Banca avaliadora
Titulares
Helder Tedeschi - Presidente
Heraldo Mendes Garmes - Faculdade de Ciências Médicas / UNICAMP
Ricardo Landini Lutaif Dolci - Santa Casa de São Paulo
Suplentes
Fabio Rogerio
Paola Bertolotti Cardoso Pinto - Hospital A.C. Camargo

Resumo


Introdução: A região da cisterna interpeduncular é uma área de desafio a ser abordada cirurgicamente. As abordagens transcranianas tradicionais foram inicialmente desenvolvidas e, mais recentemente, foram descritas técnicas endoscópicas endonasais para acessar essa região da maneira mais direta. A hipófise, no entanto, é um ponto crucial e algumas técnicas foram descritas para transpor a glândula e permitir a visualização direta da cisterna interpeduncular. Objetivo: Propor uma nova técnica de transposição da hipófise para criar uma rota segura para acessar o aspecto ventral do tronco cerebral, particularmente a cisterna interpeduncular. Material e métodos: Cinco espécimes de cabeça cadavérica sem doença intracraniana, preservados em álcool e injetados com silicone colorido foram dissecados passo a passo usando técnicas endoscópicas no Laboratório de Base do Crânio da Universidade Estadual de Ohio. A técnica da proposta é descrita em detalhes com imagens ilustrativas de alta qualidade. Resultados: A abordagem estendida do transtubérculo transplanum foi realizada sistematicamente até a abertura dural. A dura-máter da sela foi aberta de maneira cruciforme e uma abertura de extensão lateral foi realizada ao longo da borda lateral da glândula. A hipófise foi dissecada da parede medial do seio cavernoso e a dura-máter do assoalho selar foi separada do osso e deixada aderida à parte inferior da glândula, protegendo a fissura interlobar e a neuro-hipófise. As artérias hipofisárias inferiores estavam presentes bilateralmente em todas as amostras, eram visualmente simétricas em três amostras e visualmente assimétricas em duas cabeças (uma dominância esquerda e uma dominância direita). As artérias eram longas o suficiente para permitir o deslocamento superior da hipófise sem tensão ou avulsão em todas as amostras. Conclusão: A cisterna interpeduncular ainda é uma região desafiadora para acessar cirurgicamente no momento. A via endonasal endoscópica parece ser mais direta e viável em alguns casos. A técnica de transposição hipofisária proposta no presente estudo pode obter uma boa visualização da cisterna interpeduncular. Estudos clínicos são necessários para validar nossa abordagem proposta.