Qualificações e Defesas

CORRELAÇÃO ENTRE PARÂMETROS ANTROPOMÉTRICOS E A OCORRÊNCIA DE DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO-ALCOÓLICA EM INDIVÍDUOS OBESOS SUBMETIDOS À CIRURGIA BARIÁTRICA

Candidato(a): Silênio Souza Reis Orientador(a): Everton Cazzo
Doutorado em Ciências da Cirurgia
Apresentação de Defesa Data: 25/10/2021, 08:00 hrs. Local: Integralmente à Distância
Banca avaliadora
Titulares
Everton Cazzo - Presidente
Raquel Franco Leal
Wilson Rodrigues de Freitas Júnior- Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
Patrícia Leão da Silva Agostinho- Universidade Federal de Goiás
Henrique José Virgili Silveira- Faculdade de Ciências Médicas - Universidade Estadual de Campinas
Suplentes
Elcio Shiyoiti Hirano
Elias Jirjoss Ilias - Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
Patrícia de Sá Barros - Universidade Federal de Goiás

Resumo


Introdução: A doença hepática gordurosa não-alcoólica (DHGNA) pode ser definida pela deposição anormal de gordura no fígado, mesmo em indivíduos que não apresentem consumo significativo de álcool ou outras causas definidas. Pode evoluir desde esteatose simples até esteato-hepatite, fibrose, cirrose e carcinoma hepatocelular. A identificação de ferramentas simples, não-invasivas e altamente reprodutíveis, tais como a mensuração de parâmetros antropométricos, para sua identificação e triagem tem grande relevância em termos de saúde pública.

Objetivos: Analisar a prevalência de DHGNA e as variantes de seu espectro através de exame histopatológico em indivíduos obesos submetidos à cirurgia bariátrica, identificar a existência de correlações entre parâmetros antropométricos (circunferência da cintura [CC], circunferência do quadril [CQ], circunferência do pescoço [CP] e relação cintura/quadril [RCQ]) e a ocorrência de esteatose, esteato-hepatite e fibrose hepática, bem como identificar associações independentes entre estes parâmetros e a intensidade destas variantes do espectro histopatológico da DHGNA.

Métodos: Estudo transversal descritivo observacional no qual foram analisados indivíduos submetidos ao bypass gástrico em Y de Roux em um hospital terciário universitário. Foram correlacionados parâmetros demográficos, antropométricos e bioquímicos com os resultados de análise histopatológica hepática e realizada análise de correlação entre estes parâmetros e a intensidade das variáveis histopatológicas.

Resultados: Foram incluídos 119 indivíduos, dos quais 88,2 eram do gênero feminino. A idade média foi de 38,8±9,3 anos e o IMC médio foi de 37,6 ± 3,1 kg/m2.

A prevalência das variantes histopatológicas da DHGNA na população de estudo foi: esteatose (91 indivíduos; 76,5 ); EHNA (59; 49,6 ) e fibrose hepática (61; 51,3 ). A CC foi significativamente maior nos indivíduos com esteatose (103,5±9,9 vs. 99,4±8,4; p=0,03). Os indivíduos com esteato-hepatite apresentaram IMC (38,2 ± 3,2 vs. 36,7 ± 2,8; p=0,01), CC (105,3 ± 10,4 vs. 99,6 ± 8,8; p=0,002) e RCQ (0,95 ± 0,1 vs. 0,90 ± 0,1; p=0,02) significativamente mais altos do que os indivíduos sem esteato-hepatite. A idade (40,6 ± 9,7 vs. 37 ± 8,5; p=0,03) e os níveis de hemoglobina glicada (6,5 ± 0,5 vs. 5,6 ± 0,5; p=0,004) eram significativamente mais altos entre os indivíduos com fibrose. Na análise de correlação univariada entre a intensidade da esteatose e as variáveis de estudo, observou-se uma correlação direta estatisticamente significativa com a relação cintura/quadril (R=0,2; p=0,04). Na análise multivariada, onde se observou que IMC (R=0,2; p=0,02) e glicemia (R=0,2; p=0,009) eram independentemente correlacionados com a intensidade da esteato-hepatite. Na análise multivariada, observou-se que a idade (R=0,3; p=0,04) era independentemente correlacionada com a intensidade da fibrose.

Conclusões: Houve uma alta prevalência global de DHGNA na população estudada (76,5 ) e também de EHNA (49,6 ) e fibrose hepática (51,3 ). Houve associações estatisticamente significativas entre parâmetros antropométricos e a ocorrência de variantes do espectro histopatológico da DHGNA na população de estudo: CC e RCQ associaram-se à ocorrência de esteatose; IMC, CC e RCQ associaram-se à ocorrência de esteato-hepatite; não houve parâmetros antropométricos associados à ocorrência de fibrose hepática. Foi identificada correlação positiva significativa entre a RCQ e a intensidade da esteatose.



Candidato(a): Henriques Tchinjengue Capingana Orientador(a): Fernando Cendes
Mestrado em Fisiopatologia Médica
Apresentação de Qualificação Data: 25/10/2021, 09:00 hrs. Local: Departamento de Neurologia do HC Unicamp ou Anfiteatro da FCM Unicamp
Banca avaliadora
Titulares
Fernando Cendes - Presidente
Suplentes

Candidato(a): Marcos Antonio Custódio Neto da Silva Orientador(a): Joao Ernesto De Carvalho
Doutorado em Clínica Médica
Apresentação de Qualificação Data: 25/10/2021, 14:00 hrs. Local: Integralmente à distância
Banca avaliadora
Titulares
Carmen Silvia Passos Lima - Presidente
Rosanna Tarkany Basting- Faculdade de Ciências Farmacêuticas - Unicamp
Giovanna Barbarini Longato- Universidade Sao Francisco - Campus Bragança Paulista
Tuany Zambroti Cândido- Universidade Estadual de Campinas
Suplentes
Thais Petrochelli Banzato - Universidade Nove de Julho

EVOLUÇÃO DOS LIMIARES AUDIOMÉTRICOS NOS EXAMES PERIÓDICOS INICIAIS EM TRABALHADORES DE UM GRUPO DE INDÚSTRIAS METALÚRGICAS

Candidato(a): Vagner Antonio Rodrigues da Silva Orientador(a): Agricio Nubiato Crespo
Doutorado em Ciências da Cirurgia
Apresentação de Defesa Data: 27/10/2021, 08:00 hrs. Local: On line
Banca avaliadora
Titulares
Agricio Nubiato Crespo - Presidente
Eulalia Sakano
Ricardo Ferreira Bento- Faculdade de Medicina da USP
Rogerio Hamerschmidt- Universidade Federal do Paraná
Rebecca Christina Kathleen Maunsell
Suplentes
Luiz Fernando Manzoni Lourençone - Faculdade de Odontologia de Bauru -USP
Raquel Franco Leal
Edilson Zancanella - Faculdade de Ciências Médicas UNICAMP

Resumo


Objetivos: Comparar a progressão de limiares de 3, 4 e 6 kHz (média tonal) ao longo de 5 anos e determinar o período mais crítico para o risco ocupacional entre os trabalhadores expostos e não expostos ao ruído.

Metodologia: Trabalhadores de empresas metalúrgicas foram divididos em dois grupos (expostos e não expostos ao ruído). Os seis primeiros exames audiométricos de cada trabalhador foram analisados (o admissional e os que se seguiram).

Resultados: Foram incluídos 845 trabalhadores, 748 no grupo exposto ao ruído e 97 no grupo não exposto ao ruído, resultando em 5.070 testes analisados. O grupo não exposto não mostrou diferença significativa nas médias tonais entre qualquer um dos testes anuais em ambas as orelhas. No grupo exposto, observou-se diferença significativa nas médias tonais entre o exame admissional e o Teste 1 (p=0,001 orelha direita; p=0,000 orelha esquerda), entre Teste 3 e Teste 4 (p=0,002 orelha direita; p=0,005 orelha esquerda), e entre Teste 4 e Teste 5 (p=0,003 orelha direita; p=0,000 orelha esquerda). Não houve diferença entre o Teste1 e o Teste 2 ou entre o Teste 2 e o Teste 3 em ambas as orelhas.

Conclusão: A progressão das médias dos limiares tonais em 3, 4 e 6 kHz difere entre trabalhadores expostos e não expostos ao ruído. Os trabalhadores expostos ao ruído tiveram piora progressiva significativa dos limiares audiométricos após 3 anos de exposição ao ruído ocupacional. Este estudo identificou, de forma inédita, na população avaliada, dois períodos críticos de exposição ocupacional: no primeiro ano e após o terceiro ano de emprego em um ambiente ruidoso.



Candidato(a): Juliana Delgado Campos Mello Orientador(a): Raquel Franco Leal
Mestrado em Ciências da Cirurgia
Apresentação de Qualificação Data: 27/10/2021, 14:00 hrs. Local: via remoto através de link
Banca avaliadora
Titulares
Raquel Franco Leal - Presidente
Luis Augusto Passeri- Faculdade de Ciências Médicas - Universidade Estadual de Campinas
Felipe David Mendonça Chaim- Departamento de Cirurgia/FCM/UNICAMP
Suplentes
Ilka De Fatima Santana Ferreira Boin