Qualificações e Defesas

Efeito da Hidroxicloroquina na Resposta Inflamatória e na Formação de Redes Extracelulares de Neutrófilos (NETs) em Pacientes com Trombose associada a Síndrome Antifosfolípide Primária

Candidato(a): Fernanda Talge Arantes Orientador(a): Fernanda Loureiro De Andrade Orsi
Mestrado em Clínica Médica Coorientador(a): Bruna de Moraes Mazetto Fonseca
Apresentação de Defesa Data: 13/11/2019, 09:00 hrs. Local: Anfiteatro da pós-graduação (FCM06)
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Banca avaliadora
Titulares
Fernanda Loureiro De Andrade Orsi - Presidente
Luciana Pereira Ruas- Laboratório Nacional de Biociências
Luis Fernando Bittar Sckayer- Hemocentro - UNICAMP
Suplentes
Kiara Cristina Senger Zapponi Cerri - Faculdade de Ciências Médicas / UNICAMP
João Carlos de Campos Guerra - Hospital Israelita Albert Einstein

Resumo


A trombose associada a síndrome antifosfolípide (SAF) é tratada com anticoagulação definitiva, porém a taxa de recorrência é alta, 5 e 16%, o que evidencia a necessidade de tratamentos adicionais. Uma vez que a liberação de citocinas inflamatórias, a ativação de neutrófilos e a formação de redes extracelulares de neutrófilos (NETs) participam do processo fisiopatológico da SAF atraves do aumento da atividade inflamatória, o controle do processo imune pode ser uma alternativa para o tratamento da doença. A hidroxicloroquina (HCQ) é uma droga capaz de regular a atividade inflamatória do LES e diminuir o risco trombótico. Não está estabelecido, porém, se a HCQ também regularia a atividade inflamatória e pró-coagulante da SAF primária. Sendo assim, o objetivo primário desse trabalho é determinar se a atividade inflamatória e a formação de NETs estão associadas a SAF primária, em comparação com controles. O objetivo secundário é determinar, em pacientes com SAF primária, se o tratamento com HCQ tem efeito sobre os marcadores inflamatórios, pró-coagulantes e de NETs. Para tanto, pacientes com diagnóstico de SAF primária (n=27) foram recrutados e tratados com HCQ por 6 meses. Controles saudáveis também foram recrutados (n=27). Níveis circulantes de marcadores inflamatórios (IFN-α, IL6, IL-1b e TNF-α), fator tecidual e marcadores de NETs (DNA livre e nucleossomos-MPO) foram comparados entre pacientes pré-tratamento e controles. Depois, níveis desses marcadores foram comparados nos pacientes pré e pós tratamento com HCQ. Os níveis séricos de todos os marcadores inflamatórios estavam aumentados nos pacientes antes do uso da HCQ em relação aos controles. A diferença mais significativa foi dos níveis de TNF- α e os níveis de FT, que estavam 6 x aumentados no plasma de pacientes. Os níveis de DNA livre no soro de paciente e controles foram semelhantes, mas a quantidade de nucleossomos-MPO foi maior nos pacientes em relação aos controles. Após o tratamento, houve diminuição significativa dos níveis de IL1β e TNF-α nos pacientes. Já os valores de IFNα, FT, IL-6, DNA livre no soro e nucleossomos-MPO circulantes não mudaram substancialmente após o uso da HCQ. Concluímos que apesar da HCQ potencialmente reduzir a atividade inflamatória na SAF, seus efeitos sobre a coagulação e formação de NETs ainda são incertos.

Candidato(a): Vanessa Barbosa Veronesi Orientador(a): Gabriel Forato Anhe
Doutorado em Farmacologia
Apresentação de Qualificação Data: 13/11/2019, 09:00 hrs. Local: Sala 1 do Departamento de Farmacologia (FCM-10)
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Banca avaliadora
Titulares
Fabiola Taufic Monica Iglesias - Presidente
Patricia De Oliveira Prada
Marciane Milanski Ferreira
Suplentes
Edson Antunes
Sisi Marcondes Paschoal

Candidato(a): Thalita Regina Fernandes Orientador(a): Clarissa De Rosalmeida Dantas
Mestrado em Ciências Médicas
Apresentação de Qualificação Data: 13/11/2019, 09:00 hrs. Local: Anfiteatro do Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria - FCM
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Banca avaliadora
Titulares
Claudio Eduardo Muller Banzato - Presidente
Marcio Luiz Figueredo Balthazar
Paula Teixeira Fernandes
Suplentes
Karina Diniz Oliveira
Luis Fernando Farah De Tofoli

Candidato(a): Diego dos Santos Mendes Orientador(a): Clarissa De Rosalmeida Dantas
Mestrado em Ciências Médicas
Apresentação de Qualificação Data: 13/11/2019, 13:30 hrs. Local: Anfiteatro do Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria - FCM - Unicamp
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Banca avaliadora
Titulares
Renata Cruz Soares De Azevedo - Presidente
Karina Diniz Oliveira
Luis Fernando Farah De Tofoli
Suplentes
Claudio Eduardo Muller Banzato
Paulo Dalgalarrondo

O fator de crescimento dos vasos (VEGF) como mediador neuroprotetor na quebra da barreira hematoencefálica no envenenamento pela aranha Phoneutria nigriventer em ratos. Análise das vias de sinalização e da neuroquímica cerebral por espectroscopia no infravermelho com transformada de Fourier

Candidato(a): Maria Helena Rodrigues Mesquita Britto Orientador(a): Maria Alice da Cruz Höfling
Doutorado em Farmacologia
Apresentação de Defesa Data: 14/11/2019, 09:00 hrs. Local: Anfiteatro da Comissão de Pós-Graduação (FCM-06)
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Banca avaliadora
Titulares
Maria Alice da Cruz Höfling - Presidente
Charllyton Luis Sena da Costa
Patricia Moriel
Stephen Hyslop
Gustavo Ferreira Simões- Instituto de Biologia - UNICAMP
Suplentes
Liana Maria Cardoso Verinaud
Sisi Marcondes Paschoal
Juliana Carvalho Tavares

Resumo


O veneno da aranha Phoneutria nigriventer (PNV) contém neuropeptídeos que afetam canais iônicos, perturbam a neurotransmissão e induzem quebra da barreira hematoencefálica (BHE) no hipocampo de ratos, o que ocorre paralelamente ao aumento de VEGF. Sabe-se que a resposta biológica do VEGF é desencadeada através da regulação transcricional promovida pelo domínio tirosina-quinase de receptores transmembranares do VEGF, dos quais o VEGFR-2 (Flk-1) é considerado o principal mediador e ativador de várias vias de sinalização. O trabalho propõe investigar o possível papel neuroprotetor do VEGF após inibir sua ligação ao receptor Flk-1 pelo itraconazol (ITZ). Para isso, examinamos o status bioquímico do hipocampo por espectroscopia no Infravermelho com Transformada de Fourier (FT-IR), bem como avaliamos as proteínas envolvidas nas rotas paracelular e transcelular da BHE e quais vias de sinalização relacionadas à neuroproteção do VEGF foram ativadas. Os ratos receberam PNV ou foram pré-tratados com ITZ (30 min) seguido de PNV pela veia da cauda e depois sacrificados em 1 e 2 h (intervalos com maiores sinais de intoxicação), 5 h (intervalo com sinais incipientes de recuperação) e 24 h (intervalo sem sinal visual detectável de envenenamento), sendo comparados aos controles, salina e ITZ. O pré-tratamento com o antifúngico agravou os efeitos do veneno e aumentou danos à BHE. Os espectros FT-IR do veneno, hipocampo dos controles, PNV e ITZ-PNV mostraram as bandas de 1400 cm-1 (carboxilato) e de 1467 cm-1 (flexão de CH2: principalmente lipídios), que foram considerados bandas biomarcadora e referência, respectivamente. A inibição da ligação VEGF/Flk-1 produziu mudanças marcantes na estabilidade lipídios/proteínas em 1-2 h. As maiores diferenças ocorreram nas regiões espectrais atribuídas à lípides simétricos (2852 cm-1) e assimétricos (2924 e 2968 cm-1). As análises quantitativas mostraram maiores aumentos na razão 1400 cm-1/1467 cm-1 no período de intoxicação grave (1 h), e referem-se à região espectral de 3106 cm-1 a 687 cm-1. Ademais, a desativação da ligação VEGF/Flk-1 pelo itraconazol (ITZ) aumentou o fator indutor de hipóxia (H1F1-α), VEGF, Flk-1, Flt-1, Neu-N e caspase-3 às 5 horas após a injeção do PNV. No mesmo intervalo, a permeabilidade transcelular da BHE aumentou (caveolina-1α, dinamina-2 e família Src de não receptores tirosina-quinase (SKFs)), enquanto laminina e a via paracelular (occludina, β-catenina) foram reforçadas e a proteína de efluxo glicoproteína-P (P-gp) aumentou. Ao mesmo tempo (5 h), ocorreu auto-fosforilação da via pró-proliferação celular (p38-fosforilada). Às 24 h, apesar da ausência de sinais de intoxicação, a via pró-sobrevivência celular (Akt-fosforilada) diminuiu nos animais pré-tratados com ITZ, enquanto aumentou nos tratados com PNV apenas. Os dados indicam ativação de mecanismos de neuroproteção relacionados ao VEGF envolvendo o receptor Flk-1 e principalmente à serina-treonina-quinase Akt, provavelmente via PI3K. ERK-fosforilada (2 h) e p38-fosforilada (5 h) sugerem interação entre as vias de sinalização com o objetivo de restabelecer a homeostase do hipocampo. O intervalo de 5 h parece ser o ponto de virada orquestrando respostas biológicas variadas. Os dados permitem concluir sobre o papel neuroprotetor do VEGF e que o mesmo pode ser explorado como possível alvo terapêutico no envenenamento por P. nigriventer.