Qualificações e Defesas

DAPAGLIFLOZINA AUMENTA A PROPORÇÃO DE MASSA MAGRA PARA MASSA TOTAL EM INDIVÍDUOS COM DIABETES MELLITUS TIPO 2

Candidato(a): Vaneza Lira Waldow Wolf Orientador(a): Andrei Carvalho Sposito
Doutorado em Ciências Médicas Coorientador(a): Gil Guerra Junior
Apresentação de Defesa Data: 15/04/2024, 09:00 hrs. Local: Anfiteatro da Pós-Graduação/FCM
Banca avaliadora
Titulares
Andrei Carvalho Sposito - Presidente
Bruno Geloneze Neto- Faculdade de Ciências Médicas - Universidade Estadual de Campinas
Cintia Cercato- Universidade de São Paulo
Erich Vinicius De Paula
Andréa Araujo Brandão- Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Suplentes
Walmir Ferreira Coutinho - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
Jose Roberto Matos Souza
Ana Cláudia Cavalcante Nogueira - Universidade Católica de Brasília

Resumo


Introdução: Os inibidores de SGLT2 são agentes anti-hiperglicemicos promissores e amplamente difundidos, em razão dos efeitos protetores no sistema cardiovascular e na redução do peso corporal. No entanto, não está claro se a redução do peso corporal pelo tratamento com SGLT2i impacta na redução de massa magra e no aumento do risco de sarcopenia em pacientes com DM2.

Objetivo: Comparar o efeito da administração de dapagliflozina versus glibenclamida na razão de massa magra para massa total em pacientes com diabetes mellitus tipo 2, após 12 semanas de tratamento.

Métodos: Noventa e oito pacientes com diagnóstico de DM2 (61 do sexo masculino; idade média de 57±7 anos), aterosclerose subclínica carótida e HbA1c 7,0-9,0 , randomizados em dois grupos de tratamento com controle glicêmico equivalente: dapagliflozina 10mg/dia ou glibenclamida 5mg/dia associado a metformina. A composição corporal foi avaliada por meio do equipamento Dual Energy X-Ray na randomização e após 12 semanas de tratamento.

Resultados: Foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos de tratamento, a dapagliflozina diminuiu a massa corporal total (-2,741 Kg [IC 95 : -3,36,44-1,94,82]; p<0,001) e massa magra (-0,347kg [IC 95 :760,54 - 106,38]; p<0.001), enquanto a glibenclamida aumentou a massa total do corpo (1. 06 Kg [IC 95 : 1,40-1,83]; p<0,001) e massa magra (0,928 Kg [IC 95 : 1,40-1,83]; p<0.001). A razão da massa magra pela massa total aumentou 1,2 no grupo dapagliflozina e 0,018 no grupo glibenclamida (p<0,001). A Dapagliflozina reduziu o risco de um saldo negativo na razão massa magra pela massa total [OR: 0,16 (IC95 : 0,05-0,45); p<0,001] mesmo após ajuste para massa magra basal, circunferência da cintura, HOMAIR, HbA1c, força de preensão palmar e velocidade de marcha [OR: 0,13 (IC95 : 0,03-0,57); p<0,007].

Conclusão: O tratamento com SGLTi, sob controle glicêmico equivalente, reduziu a massa corporal total, mas aumentou a razão de massa magra para total quando comparada com o tratamento com glibenclamida.



Candidato(a): Alexandre Anefalos Orientador(a): Carlos Augusto Real Martinez
Doutorado em Ciências da Cirurgia
Apresentação de Qualificação Data: 15/04/2024, 09:30 hrs. Local: Anfiteatro do Departamento de Cirurgia
Banca avaliadora
Titulares
Carlos Augusto Real Martinez - Presidente
Joao Jose Fagundes
Everton Cazzo
Suplentes
Michel Gardere Camargo - Faculdade de Ciências Médicas

Candidato(a): Marcello Imbrizi Rabello Orientador(a): Claudio Saddy Rodrigues Coy
Doutorado em Ciências da Cirurgia
Apresentação de Qualificação Data: 15/04/2024, 13:00 hrs. Local: Gastrocentro
Banca avaliadora
Titulares
Claudio Saddy Rodrigues Coy - Presidente
Cristiane Kibune Nagasako Vieira Da Cruz
Rogério Saad Hossne
Suplentes
Ligia Yukie Sassaki - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Medicina de Botucatu
Ciro Garcia Montes

Candidato(a): Osmar Henrique Della Torre Orientador(a): Amilton Dos Santos Junior
Doutorado em Saúde da Criança e do Adolescente Coorientador(a): Paulo Dalgalarrondo
Apresentação de Qualificação Data: 16/04/2024, 09:00 hrs. Local: Anfiteatro do Departamento de Psiquiatria - FCM 11
Banca avaliadora
Titulares
Amilton Dos Santos Junior - Presidente
Karina Diniz Oliveira
Eloisa Helena Rubello Valler Celeri
Suplentes
Luiz Fernando Longuim Pegoraro - Universidade Estadual de Campinas

Fragilidade e comprometimento cognitivo: análises longitudinais do estudo FIBRA

Candidato(a): Beatriz Raz Franco de Santana Orientador(a): Monica Sanches Yassuda
Doutorado em Gerontologia
Apresentação de Defesa Data: 16/04/2024, 09:30 hrs. Local: Anfiteatro da Pós-Graduação/FCM
Banca avaliadora
Titulares
Monica Sanches Yassuda - Presidente
FCM-UNICAMP- FCM-UNICAMP
Aline Cristina Martins Gratão- Universidade Federal de São Carlos
Henrique Salmazo da Silva- Universidade Católica de Brasília
Maria Teresa Carthery-Goulart- Centro de Matemática, Computação e Cognição - Universidade Federal do ABC
Paula Teixeira Fernandes
Suplentes
Rosa Yuka Sato Chubaci
Thais Bento Lima da Silva - Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
Ruth Caldeira de Melo - Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo

Resumo


Introdução: A fragilidade é definida como um estado reconhecível de vulnerabilidade aumentada resultante do declínio da função associada à idade em vários sistemas fisiológicos, de modo que a capacidade de lidar com estressores agudos ou cotidianos fica comprometida. Objetivos: Artigo 1: Caracterizar uma amostra de pessoas idosas com comprometimento cognitivo, conforme o status de fragilidade, avaliada de forma indireta por familiares, outras variáveis clínicas e sociodemográficas; e avaliar a sobreposição das condições clínicas avaliadas nessa amostra com comprometimento cognitivo. Artigo 2: Investigar longitudinalmente quais características dos participantes do estudo FIBRA na linha de base seriam preditivas de declínio cognitivo e funcional (possível demência) em nove anos. Métodos: Os dados foram extraídos do banco de dados do Estudo da Fragilidade em Idosos Brasileiros (FIBRA). No Artigo 1, a amostra foi composta por 130 pessoas idosas com comprometimento cognitivo avaliado pelo Mini Exame do Estado Mental (MEEM) na avaliação de seguimento do FIBRA (2016-2017). Foram descritos os escores da Escala Clínica de Demência (CDR), Escala Cornell de Depressão em Demência e o Questionário de Atividades Funcionais. A fragilidade foi medida indiretamente por meio de questões respondidas pelos familiares sobre os cinco critérios que compõem o fenótipo de fragilidade. No Artigo 2, a amostra foi composta por 549 participantes reentrevistados no estudo de seguimento, sendo excluídos 98 participantes que tinham comprometimento cognitivo no início do estudo. Dentre os 451 participantes incluídos nesta análise, 87 tinham escore no MEEM abaixo da nota de corte no seguimento, 85 foram identificados com possível demência. Foram utilizados dados completos na linha de base e seguimento para as variáveis sexo, idade, escolaridade, fragilidade, número de doenças crônicas, tabagismo, uso de álcool. Resultados: Artigo 1: A amostra foi composta em sua maioria por mulheres (n=91) e idosos com idade média de 82,4 (DP= 5,3) anos, escolaridade média de 3,3 anos (DP=3,07), viúvos (47,7 ) e que viviam com filhos e/ou netos (68 ). Mais da metade apresentava quadro de multimorbidade (74,90 ), 39,5 apresentavam sintomas depressivos sugestivos de depressão maior, 57 tinham alteração da funcionalidade, 49,3 eram frágeis, 37,6 pré-frágeis e 13,10 robustos. Artigo 2: A amostra com os dados do seguimento foi composta predominantemente por mulheres (68,1 ), com idade entre 65 e 74 anos (71,6 ), baixa escolaridade (75,6 ), não fumantes (57,7 ), que não consumiam álcool (67,0 ) e com duas ou mais doenças crônicas (69,1 ). Quanto à fragilidade, na linha de base, 35,5 eram não frágeis, 57,0 pré-frágeis e 7,5 frágeis. No seguimento, 29,4 eram não frágeis, 62,3 pré-frágeis e 8,3 eram frágeis. Quanto à cognição, 85 idosos apresentaram déficit cognitivo no MEEM, sendo que destes 45 apresentavam alterações funcionais, indicando possível demência (incidência de 9 ). A regressão logística indicou que a fragilidade na linha de base não se associou à possível demência no seguimento, com associação significativa somente para a variável idade, com maior risco para os mais velhos. Maior escolaridade mostrou tendência a menor risco para possível demência. Conclusões: Entre idosos com alterações cognitivas, é comum a co-ocorrência de fragilidade e de alterações funcionais. A idade mais elevada na linha de base foi um preditor de possível demência após nove anos, enquanto a fragilidade não demonstrou ser um preditor significativo.