Qualificações e Defesas

AVALIAÇÃO DOS ASPECTOS HISTOPATOLÓGICOS E IMUNOFENOTÍPICOS DE TUMORES DE WARTHIN METAPLÁSICOS E CARCINOMAS MUCOEPIDERMOIDES RICOS EM ESTROMA LINFOIDE

Candidato(a): João Felipe Leite Bonfitto Orientador(a): Fernanda Viviane Mariano Brum Correa
Mestrado em Ciências Médicas
Apresentação de Defesa Data: 24/09/2021, 09:00 hrs. Local: Integralmente à distância: https://meet.google.com/pbi-wtas-xxu
Banca avaliadora
Titulares
Fernanda Viviane Mariano Brum Correa - Presidente
Icléia Siqueira Barreto- Faculdade de Ciências Médicas - Universidade Estadual de Campinas
Victor Angelo Martins Montalli- São Leopoldo Mandic - SLMandic
Suplentes
Albina Messias De Almeida M Altemani
Rogério de Oliveira Gondak - Universidade Federal de Santa Catarina

Resumo


Recentemente, têm sido discutidas as dificuldades diagnósticas entre o Tumor de Warthin (TW) com metaplasia (escamosa e/ou mucosa) e o Carcinoma mucoepidermoide (CME) com estroma linfoide (CME Warthin-símile). O CME é associado à presença do gene de fusão CRTC1-MAML2, constatado em mais do que 50 dos carcinomas. Entretanto, alguns autores têm encontrado este gene de fusão num grupo de Tumores de Warthin, particularmente naqueles com alterações metaplásicas. Baseado nestes aspectos, evidencia-se a necessidade de se estabelecer critérios histopatológicos para distinguir TW de CME Warthin-símile, devido às consequências clínicas de uma interpretação errônea entre tumor benigno e maligno e instiga a investigação da origem destas lesões baseada na possibilidade de ambas terem uma ligação evolucionária comum. Com o propósito de se esclarecer esses dois pontos, o objetivo desta pesquisa foi, em dois grupos de lesões Warthin-símiles (A e B), buscar critérios histopatológicos e imunofenotípicos que auxiliassem na separação entre o TW metaplásico e o CME Warthin-símile e no estabelecimento de uma possível relação patogenética entre as duas lesões, com auxílio do painel de marcadores imunoistoquímicos para os antígenos citoqueratina 5/6 (CK5/6), citoqueratina 7 (CK7), citoqueratina 14 (CK14), proteína p63, antígenos mitocondriais e para Ki-67. Os casos enquadrados no grupo A continham focalmente o epitélio oncocítico em dupla camada, enquanto os do grupo B eram desprovidos deste achado. Como controle, TW e CME convencionais foram utilizados.

Quanto aos marcadores para células basais (CK14 e CK5/6), observamos padrões semelhantes de expressão em todos os grupos. Similarmente, p63 foi evidenciado em células basais e intermediárias em todos os casos, sem diferença notória entre os grupos. Quando analisados os marcadores para CK7 e antígenos mitocondriais, o grupo A e os controles de TW apresentaram padrão de positividade diferente daquele do grupo B e dos controles de CME. No grupo A e no TW, a expressão de CK7 concentrou-se nas células luminais colunares/oncocíticas, enquanto que no grupo B e no CME, sua expressão foi predominantemente difusa, em todos os tipos celulares. Já para antígenos mitocondriais, os casos do grupo A e os controles de TW apresentaram um padrão distinto: as células colunares luminais foram forte e difusamente positivas, formando uma camada notoriamente distinta das demais. Na maior parte dos casos do grupo B e nos controles de CME, por outro lado, não se notou uma camada de células luminais fortemente positiva, tendo o antígeno uma distribuição homogênea em todo o epitélio.

Com efeito, nosso trabalho mostrou que os achados morfológicos quanto à presença do epitélio oncocítico em dupla camada, ainda que focal, associados ao perfil imunoarquitetural epitelial tumoral, em especial para os antígenos CK7 e mitocondriais, podem contribuir no processo de classificação das lesões Warthin-símiles.



Candidato(a): José Alexandre Colli Neto Orientador(a): Alfio Jose Tincani
Doutorado em Ciências da Cirurgia
Apresentação de Qualificação Data: 27/09/2021, 09:00 hrs. Local: Videoconferência
Banca avaliadora
Titulares
Alfio Jose Tincani - Presidente
Ana Terezinha Guillaumon
Gustavo Pereira Fraga
Suplentes
Maria Jose Nascimento Brandao

DESENVOLVIMENTO E VALIDAÇÃO LABORATORIAL DE UMA NOVA TÉCNICA DE DETECÇÃO DE PARASITOS INTESTINAIS UTILIZANDO DO PRINCÍPIO DE FLOTAÇÃO POR AR DISSOLVIDO

Candidato(a): Felipe Augusto Soares Orientador(a): Jancarlo Ferreira Gomes
Doutorado em Saúde da Criança e do Adolescente
Apresentação de Defesa Data: 27/09/2021, 14:00 hrs. Local: Integralmente à distância - https://meet.google.com/rhe-rrff-mrf
Banca avaliadora
Titulares
Jancarlo Ferreira Gomes - Presidente
Universidade Estadual de Campinas- Universidade Estadual de Campinas
Katia Denise Saraiva Bresciani- Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
Edvaldo Sabadini
Marco Antonio Penalva Reali- Universidade de São Paulo
Aline do Nascimento Benitez- Faculdade de Ciências Médicas - Universidade Estadual de Campinas
Suplentes
Alex Akira Nakamura - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
Walter Bertequini Nagata - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
Sandra Valéria Inácio - Unesp - Faculdade de Medicina Veterinária Araçatuba

Resumo


As parasitoses intestinais são um agravo à Saúde Pública mundial, sobretudo na população infantojuvenil localizada em regiões tropicais e equatorial em condições de vulnerabilidade. Para o diagnóstico laboratorial dos patógenos destas afecções, por praticidade e baixo custo é preconizado o Exame Parasitológico de Fezes (EPF), que apresenta de baixa a moderada sensibilidade diagnóstica e carece de aperfeiçoamento e inovações. A Flotação por Ar Dissolvido (FAD) é um eficiente princípio técnico amplamente empregado em outras áreas de atuação para a separação de sólidos dispersos em meio líquido. O objetivo deste estudo foi desenvolver e validar em pesquisa intralaboratorial um novo procedimento técnico de detecção parasitária intestinal a partir da adequação de um protótipo de FAD. As amostras fecais foram colhidas de 500 pacientes da Unidade Básica de Saúde (UBS) da cidade de Campinas – SP e triadas por exame direto. As amostras positivas foram transferidas e processadas com o uso do kit laboratorial TF-Test. O sedimento resultante neste processamento foi dividido em três tubos de ensaio para triplicata de testes de FAD. O protótipo inicial de FAD foi avaliado quanto aos parâmetros de: a) surfactantes/concentrações b) recirculação c) dispositivo de agulha e d) coluna de flotação, em relação ao percentual de parasitos recuperados em conteúdo flotado e não flotado. A flotação por interação superficial entre microbolhas e as espécies de parasitos estudadas foi comprovada com o registro de imagens por estereomicroscópio e câmera digital de alta resolução nos ensaios de FAD. O protocolo operacional final foi comparado com a técnica de TF-Test conforme a concordância de resultados (Padrão Ouro), por meio de avaliação estatística de sensibilidade, especificidade e concordância Kappa. O surfactante CTAB 10 foi mais efetivo na flotação e concentração média (78.1 ) de parasitos no conteúdo flotado, apesar de uma baixa recuperação de cistos de G. duodenalis (48 ) quando comparado ao percentual de cistos (71.1 ) obtido no conteúdo não flotado com surfactante SDS 15 . A taxa de 10 de recirculação demonstrou regularidade e maior (80 ) recuperação parasitária com o uso de CTAB 10 . As alterações técnicas referentes a inclusão do dispositivo de agulha na inserção de microbolhas e diminuição de dimensional da coluna de flotação não apresentaram diferença estatística na recuperação parasitária. Os índices de sensibilidade, especificidade, acurácia e concordância kappa apresentados pelo protocolo técnico FAD foram de 91 , 100 , 93 e Substancial (k=0.64), respectivamente, próximo aos resultados de 89 , 100 , 92 e Substancial (k=0.63) obtidos pela técnica de TF-Test. Concluímos que o protocolo técnico de FAD pode ser aplicado no processamento de amostras fecais no exame laboratorial de rotina, possibilitando a detecção de parasitos intestinais de humanos.



Candidato(a): Victor de Haidar e Bertozzo Orientador(a): Monica Barbosa De Melo
Mestrado em Ciências Médicas Coorientador(a): Sueli Matilde da Silva Costa
Apresentação de Qualificação Data: 27/09/2021, 14:30 hrs. Local: Integralmente à distância pelo link: meet.google.com/jxq-hmcj-mkc
Banca avaliadora
Titulares
Erich Vinicius De Paula - Presidente
Marilda de Souza Gonçalves- Universidade Federal da Bahia
Nicola Amanda Conran Zorzetto
Suplentes
Carmen Silvia Bertuzzo - FCM-UNICAMP
Dulcinéia Albuquerque Nunes dos Santos - Faculdade de Ciências Médicas - Universidade Estadual de Campinas

O IMPACTO DA ANEMIA E DOENÇA FALCIFORME DURANTE A GESTAÇÃO.

Candidato(a): Camilla Olivares Figueira Orientador(a): Maria Laura Costa Do Nascimento
Doutorado em Tocoginecologia Coorientador(a): Fernanda Garanhani De Castro Surita
Apresentação de Defesa Data: 28/09/2021, 09:00 hrs. Local: Integralmente à distância por meio do link: meet.google.com/hhg-nqhw-uju
Banca avaliadora
Titulares
Maria Laura Costa Do Nascimento - Presidente
Sérgio Hofmeister de Almeida Martins Costa- Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Évelyn Traina- Escola Paulista de Medicina - UNIFESP
Adriana Gomes Luz
Erich Vinicius De Paula
Suplentes
Renato Teixeira Souza - Hospital da Mulher Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti - CAISM/UNICAMP
Anderson Pinheiro - Faculdade de Ciências Médicas - Universidade Estadual de Campinas
Rodrigo Pauperio Soares de Camargo - Faculdade de Medicina de Jundiaí

Resumo


Introdução: Anemia (definida como Hb<11 g/dL) é uma condição muito frequente durante a gestação, associada a piores desfechos gestacionais e maior risco de prematuridade. Dentre as anemias de causa congênita, a doença falciforme é a mais comum, cursando com anemia hemolítica e elevando morbidade e mortalidade materna e perinatal, sendo necessário acompanhamento multidisciplinar frequente, para adequado diagnóstico e manejo das complicações. Objetivos: Avaliar prevalência de anemia na gestação de termo e pré termo, os resultados maternos e perinatais nesses subgrupos e nas portadoras de doença falciforme, comparando, esses resultados com os diferentes genótipos da doença e os achados anatomopatológicos placentários. Métodos: Foram realizados 3 estudos: 1) análise secundária do banco de dados do Estudo Multicêntrico de Investigação de Prematuridade (EMIP), visando esclarecer os desfechos maternos e perinatais de gestantes com anemia e comparando esses resultados no parto a termo e pré-termo. 2) revisão integrativa de literatura acerca da doença falciforme. 3) estudo de coorte retrospectivo, que incluiu 69 mulheres com doença falciforme acompanhadas no pré-natal especializado, na Universidade Estadual de Campinas, entre 2011 e 2017, com avaliação de complicações maternas e perinatais e descrição dos achados anatomopatológicos placentários. Análise dos Dados: 1) Foram feitas tabelas de frequência das variáveis categóricas e estatísticas descritivas das variáveis numéricas, com valores de média, desvio padrão, valores mínimo e máximo e mediana. Para comparação das variáveis categóricas foi usado o Qui quadrado ou exato de Fisher se necessário. Para as variáveis numéricas, utilizado Mann Whitney e para avaliação de associação independente das variáveis com anemia no termo e pré termo foi realizada análise multivariada. 2) tabela descritiva com os achados do estudo. 3) Dados coletados foram inseridos em Banco de Dados no programa Excell for Windows e analisados com auxílio do Epi Info 7. Feita uma análise descritiva, com prevalência dos diversos genótipos de doença falciforme resultados maternos, perinatais e descrição da morfologia placentária quando disponível. As variáveis contínuas foram apresentadas em média (M) e Desvio Padrão (DP), e para análise estatística foi usado o teste Mann Whitney ou Kruskal- Wallis dependendo se a comparação foi entre duas ou três variáveis respectivamente. As variáveis categóricas foram divididas em grupos e apresentadas em percentual ( ) de frequência. Resultados: 1) prevalência geral de anemia foi de 31.7 , sendo 27.74 no termo e 33.23 no grupo pré-termo (p<0.01). Os fatores associados com parto pré termo e anemia foram: idade materna abaixo de 19 anos (p= 0.047), cor da pele não branca (p= 0.001), escolaridade abaixo de 8 anos (p= 0.003), filho abaixo de 5 anos (p= 0.001), início tardio do pré-natal (p= 0.001), menos de 6 consultas de pré-natal (p= 0.007), morbidade neonatal (p= 0.001) e suporte ventilatório neonatal (p= 0.003). 2) revisão da literatura mostrou maior risco de piora da anemia, infecções, complicações pulmonares, pré-eclâmpsia, morte materna e neonatal, baixo peso ao nascer, restrição de crescimento fetal nas gestantes com doença falciforme. Infecção urinária, cor da pele não branca, menos de 6 consultas de pré natal se associaram de forma independente a anemia nos partos pré termo. 3) A doença homozigótica (HbSS) apresentou maior índice e gravidade de complicações quando comparado às formas heterozigóticas. Conclusão: Anemia em gestantes no Brasil é prevalente, sendo fator de risco para prematuridade. A doença falciforme é uma condição com alto risco de complicações maternas e perinatais e necessita de seguimento multidisciplicar adequado.