Qualificações e Defesas

INFECÇÕES BACTERIANAS NA CIRROSE HEPÁTICA: CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS, EVOLUÇÃO PARA INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA CRÔNICA AGUDIZADA E FATORES DE RISCO PARA MORTALIDADE.

Candidato(a): Tirzah de Mendonça Lopes Secundo Orientador(a): Tiago Seva Pereira
Doutorado em Clínica Médica
Apresentação de Defesa Data: 27/10/2021, 15:00 hrs. Local: On line (defesa virtual por conta da pandemia)
Banca avaliadora
Titulares
Tiago Seva Pereira - Presidente
Raquel Silveira Bello Stucchi
Elaine Cristina De Ataide
Giovanni Faria Silva- FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU - UNESP
Alex Vianey Callado França
Suplentes
Rita de Cassia Martins Alves da Silva - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto
Fernando Gomes Romeiro
Maria Angela Bellomo Brandao

Resumo


Introdução: Infecções bacterianas são comuns em pacientes com cirrose hepática, sendo uma causa comum de hospitalização destes pacientes, frequentemente levando a disfunção hepática ou de outros órgãos, com graus variados de insufici6encia hepática crônica agudizada (ACLF, do inglês acute-on-chronic liver failure). É a principal causa de mortalidade entre os pacientes cirróticos, aumentando a chance em quatro vezes, atingindo 30 em um mês e 63 em um ano.

Objetivos: avaliar dados clínicos e laboratoriais de pacientes cirróticos internados com infecção bacteriana e sua evolução clínica, e estabelecer fatores de risco para mortalidade intra-hospitalar e em seis meses.

Materiais e métodos: estudo prospectivo observacional. Pacientes com cirrose hepática e infecção bacteriana hospitalizados foram incluídos. Dados clínicos e laboratoriais basais e sua evolução para disfunção orgânica foram avaliados. Foi realizada análise estatística para identificar preditores de mortalidade intra-hospitalar e em seis meses.

Resultados: O estudo incluiu 113 pacientes. A infecção mais prevalente foi a peritonite bacteriana espontânea. ACLF ocorreu na maioria dos pacientes, a mortalidade intra-hospitalar em aproximadamente um terço dos pacientes, e em seis meses em cerca de metade deles. O uso de betabloqueador foi preditor de baixa mortalidade intra-hospitalar e em seis meses, assim como a estratégia antibiótica inicial adequada foi preditor de baixa mortalidade intra-hospitalar.

Conclusões: mais de 65 dos pacientes com infecção bacteriana apresentaram ACLF. A mortalidade intra-hospitalar foi 31,9 e em seis meses foi 55 . O uso de betabloqueador e a estratégia antibiótica inicial adequada foram fatores protetores de mortalidade.



VALIDAÇÃO EXTERNA DO ESCORE PROGNÓSTICO CIPHER PARA MULHERES COM COMPLICAÇÕES MATERNAS GRAVES ADMITIDAS EM UTI OBSTÉTRICA

Candidato(a): Flávio Xavier da Silva Orientador(a): Jose Guilherme Cecatti
Doutorado em Tocoginecologia Coorientador(a): Leila Katz
Apresentação de Defesa Data: 29/10/2021, 08:30 hrs. Local: Integralmente à distância por meio do link: meet.google.com/hae-oqwn-gpp
Banca avaliadora
Titulares
Jose Guilherme Cecatti - Presidente
José Geraldo Lopes Ramos- Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Renato Passini Junior
Rodolfo De Carvalho Pacagnella
Sérgio Hofmeister de Almeida Martins Costa- Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Suplentes
Anderson Pinheiro - Faculdade de Ciências Médicas - Universidade Estadual de Campinas
Ricardo Porto Tedesco - Faculdade de Medicina de Jundiaí
Samira El Maerrawi Tebecherane Haddad - Universidade Estadual de Campinas

Resumo


Introdução: Estudos têm mostrado que os escores largamente usados nos cuidados intensivos têm superestimado a morbidade e a morte maternas. O modelo matemático CIPHER (Collaborative Integrated Pregnancy High-dependency Estimate of Risk) foi desenvolvido para prever morte materna, tempo prolongado de suporte à vida (> 7 dias) e intervenções que salvam vidas nas primeiras 24 horas após admissão em unidade de terapia intensiva (UTI). Objetivo: Validar externamente o modelo prognóstico CIPHER em gestantes e mulheres no pós-parto admitidas em UTI. Métodos: Foi realizada uma coorte de validação retrospectiva e prospectiva incluindo gestantes e mulheres no pós-parto até o 42o dia admitidas na UTI obstétrica de dois centros de referência no Brasil: Hospital da Mulher (CAISM) na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) localizado na cidade de Campinas, estado de São Paulo, com dados coletados entre 1 de janeiro de 2013 e 31 de dezembro de 2015 e Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP), localizado na cidade do Recife, estado de Pernambuco, com dados coletados entre 29 de outubro de 2018 e 30 de setembro de 2019. Mulheres que permaneceram na UTI por menos de 24 horas foram excluídas. Para o cálculo do tamanho da amostra, foi considerado o nível de significância bicaudal de 5 com o menor erro amostral de 3 . O desfecho principal foi uma variável composta construída com informações sobre a ocorrência de morte materna ou suporte orgânico por mais de 7 dias ou intervenção para salvar vidas ou uma combinação dessas. Para avaliar o desempenho do modelo CIPHER, foi utilizada uma curva ROC (receiver operator characteristic) e uma calibração através do teste Hosmer-Lemeshow statistic (H-L) de acordo com a diretriz de relatório recomendada pela declaração TRIPOD. Realizamos uma análise descritiva comparando os resultados do presente estudo com os resultados da validação interna. Também comparamos o desempenho do modelo CIPHER com os escores SOFA, APACHE II e SAPS III em predizer o desfecho materno grave (DMG). Para comparar o desempenho do modelo CIPHER com os outros escores, curvas ROC foram usadas e a calibração de cada escore foi avaliada usando o teste H-L. A razão de mortalidade padronizada (SMR) foi usada para avaliar o desempenho geral de cada escore. Independente aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) foi obtida em cada hospital: Hospital da Mulher (CAISM) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) (CAAE: 06906912.4.0000.5404) e Instituto de Medicina Integral

Professor Fernando Figueira (IMIP) (CAAE: 97753618.5.1001.5201). Resultados: Uma coorte de 590 mulheres foi analisada. O desfecho composto foi observado em 90 (15,2 ) mulheres. Destes, 13 (2,2 ) foram mortes maternas e 77 (13 ) requereram um ou mais componentes de suporte prolongado de órgãos (> 7 dias) ou intervenção para salvar vidas. Embora um ponto de corte do CIPHER ³ 11,6 tenha sido significativamente associado a uma maior probabilidade do desfecho em ambos os centros, a área sob a curva ROC do modelo CIPHER não mostrou capacidade diagnóstica significativa (AUC 0,53) e, consequentemente, sua calibração foi ruim (H-L p < 0.05). O DMG foi observado em 216 (36,6 ) mulheres. Destes, 13 (2,2 ) foram mortes maternas e 203 (34,4 ) tiveram um ou mais critérios de near miss. A área sob a curva ROC do modelo CIPHER não mostrou capacidade diagnóstica significativa novamente (AUC 0,52). O SAPS III apresentou o melhor desempenho para predição de DMG (AUC 0,77, H-L p > 0,05 e SMR 0,85). Conclusão: Embora o modelo CIPHER tenha o potencial de prever desfechos maternos graves em ambientes de UTI, sugerimos fortemente a recalibração das variáveis propostas para hospitais públicos em países de baixa e média renda para melhor alinhar o modelo com as características da população relevante. Como o modelo CIPHER ainda não está pronto para uso clínico, o SAPS III deve ser considerado para a predição de DMG.



SEPSE MATERNA: PERSPECTIVAS GLOBAL E LOCAL

Candidato(a): Carolina Carvalho Ribeiro do Valle Orientador(a): Jose Guilherme Cecatti
Doutorado em Tocoginecologia
Apresentação de Defesa Data: 04/11/2021, 08:00 hrs. Local: Integralmente à distância por meio do link: meet.google.com/pmt-yfhr-sbn
Banca avaliadora
Titulares
Jose Guilherme Cecatti - Presidente
Samira El Maerrawi Tebecherane Haddad- Universidade Estadual de Campinas
Silvana Maria Quintana- Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo
Silvia Figueiredo Costa- Universidade de São Paulo
Anderson Pinheiro- Faculdade de Ciências Médicas - Universidade Estadual de Campinas
Suplentes
Renato Teixeira Souza - Hospital da Mulher Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti - CAISM/UNICAMP
Elisa Donalísio Teixeira Mendes - Pontifícia Universidade Católica de Campinas
Ricardo Porto Tedesco - Faculdade de Medicina de Jundiaí

Resumo


RESUMO
Introdução: Infecção é a terceira maior causa de morte materna no mundo, e a menos estudada. Sepse materna é sepse que ocorre durante a gestação, ou até 42 dias após o parto ou aborto. A Organização Mundial da Saúde, em 2017, realizou o Global Maternal Sepsis Study com a intenção de compreender melhor o que ocorre em diferentes locais. O Hospital da Mulher Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti – CAISM, UNICAMP implementou em 2014 o conjunto de medidas recomendadas para aumentar a sobrevivência à sepse.
Objetivos: Analisar a sepse materna nos contextos global e local. Descrever a prevalência e as características clínicas, de tratamento antibiótico, e microbiológicas das infecções relacionadas à gestação em mulheres com apenas uma fonte de infecção entre as participantes do GLOSS e descrever a prevalência e as características clínicas, laboratoriais, e microbiológicas da sepse materna na população atendida no Hospital da Mulher Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti – CAISM, UNICAMP, no período compreendido entre março de 2014 e fevereiro de 2018. Avaliar, no CAISM, os escores de gravidade índice de choque e qSOFA.
Métodos: GLOSS: coorte prospectiva de uma semana em 54 países de baixa, média e alta renda, incluindo mulheres hospitalizadas com suspeita ou confirmação de infecção, gestantes, ou até 42 dias do parto ou aborto, que apresentaram infecção relacionada à gestação confirmada, em apenas um sítio. CAISM: coorte retrospectiva de mulheres gestantes ou até 42 dias após parto ou aborto com infecção confirmada ou suspeita, incluídas no protocolo de sepse do CAISM. Estas mulheres foram divididas em 3 grupos, de acordo com a gravidade em sepse, sepse grave e choque séptico.
Resultados: 1456 mulheres foram incluídas na análise do GLOSS, enquanto no CAISM foram 356. As fontes de infecções mais comuns em ambas as populações foram os tratos urinário e genital. Não houve mortalidade por infecção no CAISM no período estudado. O patógeno mais comum foi Escherichia coli em ambos os estudos. Beta-lactâmicos, aminoglicosídeos e metronidazol foram os antibióticos mais comumente prescritos. Houve pouca adesão às recomendações da OMS para tratamento de endometrites e corioamnionites, sendo cerca de 25 no CAISM e menos de 5 no GLOSS. Houve falhas na adesão à aferição de sinais vitais em ambas as análises. No CAISM, o Índice de Choque
apareceu em torno de 1 em todos os grupos e o q SOFA mostrou-se alterado em 25 das pacientes com choque séptico e em 17 nas mulheres com sepse grave.



Candidato(a): Noé Nehemías Gómez Marroquín Orientador(a): Fernanda Garanhani De Castro Surita
Mestrado em Tocoginecologia
Apresentação de Qualificação Data: 05/11/2021, 09:00 hrs. Local: CAISMI
Banca avaliadora
Titulares
Fernanda Garanhani De Castro Surita - Presidente
Rodolfo De Carvalho Pacagnella
Giuliane Jesus Lajos
Suplentes
Rose Luce Gomes do Amaral - Universidade Estadual de Campinas

Candidato(a): Antonio Camargo Martins Orientador(a): Mariangela Ribeiro Resende
Doutorado em Clínica Médica Coorientador(a): Plinio Trabasso
Apresentação de Qualificação Data: 05/11/2021, 14:00 hrs. Local: Plataforma - Online
Banca avaliadora
Titulares
Monica Corso Pereira - Presidente
Francisco Hideo Aoki
Márcia Teixeira Garcia- Universidade Estadual de Campinas
Suplentes
Christian Cruz Höfling - Universidade Estadual de Campinas