Qualificações e Defesas

Candidato(a): Marcos Antonio Custódio Neto da Silva Orientador(a): Joao Ernesto De Carvalho
Doutorado em Clínica Médica
Apresentação de Qualificação Data: 25/10/2021, 14:00 hrs. Local: Integralmente à distância
Banca avaliadora
Titulares
Carmen Silvia Passos Lima - Presidente
Rosanna Tarkany Basting- Faculdade de Ciências Farmacêuticas - Unicamp
Giovanna Barbarini Longato- Universidade Sao Francisco - Campus Bragança Paulista
Tuany Zambroti Cândido- Universidade Estadual de Campinas
Suplentes
Thais Petrochelli Banzato - Universidade Nove de Julho

EVOLUÇÃO DOS LIMIARES AUDIOMÉTRICOS NOS EXAMES PERIÓDICOS INICIAIS EM TRABALHADORES DE UM GRUPO DE INDÚSTRIAS METALÚRGICAS

Candidato(a): Vagner Antonio Rodrigues da Silva Orientador(a): Agricio Nubiato Crespo
Doutorado em Ciências da Cirurgia
Apresentação de Defesa Data: 27/10/2021, 08:00 hrs. Local: On line
Banca avaliadora
Titulares
Agricio Nubiato Crespo - Presidente
Eulalia Sakano
Ricardo Ferreira Bento- Faculdade de Medicina da USP
Rogerio Hamerschmidt- Universidade Federal do Paraná
Rebecca Christina Kathleen Maunsell
Suplentes
Raquel Franco Leal
Edilson Zancanella - Faculdade de Ciências Médicas UNICAMP
Luiz Fernando Manzoni Lourençone - Faculdade de Odontologia de Bauru -USP

Resumo


Objetivos: Comparar a progressão de limiares de 3, 4 e 6 kHz (média tonal) ao longo de 5 anos e determinar o período mais crítico para o risco ocupacional entre os trabalhadores expostos e não expostos ao ruído.

Metodologia: Trabalhadores de empresas metalúrgicas foram divididos em dois grupos (expostos e não expostos ao ruído). Os seis primeiros exames audiométricos de cada trabalhador foram analisados (o admissional e os que se seguiram).

Resultados: Foram incluídos 845 trabalhadores, 748 no grupo exposto ao ruído e 97 no grupo não exposto ao ruído, resultando em 5.070 testes analisados. O grupo não exposto não mostrou diferença significativa nas médias tonais entre qualquer um dos testes anuais em ambas as orelhas. No grupo exposto, observou-se diferença significativa nas médias tonais entre o exame admissional e o Teste 1 (p=0,001 orelha direita; p=0,000 orelha esquerda), entre Teste 3 e Teste 4 (p=0,002 orelha direita; p=0,005 orelha esquerda), e entre Teste 4 e Teste 5 (p=0,003 orelha direita; p=0,000 orelha esquerda). Não houve diferença entre o Teste1 e o Teste 2 ou entre o Teste 2 e o Teste 3 em ambas as orelhas.

Conclusão: A progressão das médias dos limiares tonais em 3, 4 e 6 kHz difere entre trabalhadores expostos e não expostos ao ruído. Os trabalhadores expostos ao ruído tiveram piora progressiva significativa dos limiares audiométricos após 3 anos de exposição ao ruído ocupacional. Este estudo identificou, de forma inédita, na população avaliada, dois períodos críticos de exposição ocupacional: no primeiro ano e após o terceiro ano de emprego em um ambiente ruidoso.



Candidato(a): Juliana Delgado Campos Mello Orientador(a): Raquel Franco Leal
Mestrado em Ciências da Cirurgia
Apresentação de Qualificação Data: 27/10/2021, 14:00 hrs. Local: via remoto através de link
Banca avaliadora
Titulares
Raquel Franco Leal - Presidente
Luis Augusto Passeri- Faculdade de Ciências Médicas - Universidade Estadual de Campinas
Felipe David Mendonça Chaim- Departamento de Cirurgia/FCM/UNICAMP
Suplentes
Ilka De Fatima Santana Ferreira Boin

INFECÇÕES BACTERIANAS NA CIRROSE HEPÁTICA: CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS, EVOLUÇÃO PARA INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA CRÔNICA AGUDIZADA E FATORES DE RISCO PARA MORTALIDADE.

Candidato(a): Tirzah de Mendonça Lopes Secundo Orientador(a): Tiago Seva Pereira
Doutorado em Clínica Médica
Apresentação de Defesa Data: 27/10/2021, 15:00 hrs. Local: On line (defesa virtual por conta da pandemia)
Banca avaliadora
Titulares
Tiago Seva Pereira - Presidente
Giovanni Faria Silva- FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU - UNESP
Alex Vianey Callado França
Raquel Silveira Bello Stucchi
Elaine Cristina De Ataide
Suplentes
Maria Angela Bellomo Brandao
Rita de Cassia Martins Alves da Silva - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto
Fernando Gomes Romeiro

Resumo


Introdução: Infecções bacterianas são comuns em pacientes com cirrose hepática, sendo uma causa comum de hospitalização destes pacientes, frequentemente levando a disfunção hepática ou de outros órgãos, com graus variados de insufici6encia hepática crônica agudizada (ACLF, do inglês acute-on-chronic liver failure). É a principal causa de mortalidade entre os pacientes cirróticos, aumentando a chance em quatro vezes, atingindo 30 em um mês e 63 em um ano.

Objetivos: avaliar dados clínicos e laboratoriais de pacientes cirróticos internados com infecção bacteriana e sua evolução clínica, e estabelecer fatores de risco para mortalidade intra-hospitalar e em seis meses.

Materiais e métodos: estudo prospectivo observacional. Pacientes com cirrose hepática e infecção bacteriana hospitalizados foram incluídos. Dados clínicos e laboratoriais basais e sua evolução para disfunção orgânica foram avaliados. Foi realizada análise estatística para identificar preditores de mortalidade intra-hospitalar e em seis meses.

Resultados: O estudo incluiu 113 pacientes. A infecção mais prevalente foi a peritonite bacteriana espontânea. ACLF ocorreu na maioria dos pacientes, a mortalidade intra-hospitalar em aproximadamente um terço dos pacientes, e em seis meses em cerca de metade deles. O uso de betabloqueador foi preditor de baixa mortalidade intra-hospitalar e em seis meses, assim como a estratégia antibiótica inicial adequada foi preditor de baixa mortalidade intra-hospitalar.

Conclusões: mais de 65 dos pacientes com infecção bacteriana apresentaram ACLF. A mortalidade intra-hospitalar foi 31,9 e em seis meses foi 55 . O uso de betabloqueador e a estratégia antibiótica inicial adequada foram fatores protetores de mortalidade.



VALIDAÇÃO EXTERNA DO ESCORE PROGNÓSTICO CIPHER PARA MULHERES COM COMPLICAÇÕES MATERNAS GRAVES ADMITIDAS EM UTI OBSTÉTRICA

Candidato(a): Flávio Xavier da Silva Orientador(a): Jose Guilherme Cecatti
Doutorado em Tocoginecologia Coorientador(a): Leila Katz
Apresentação de Defesa Data: 29/10/2021, 08:30 hrs. Local: Integralmente à distância por meio do link: meet.google.com/hae-oqwn-gpp
Banca avaliadora
Titulares
Jose Guilherme Cecatti - Presidente
Rodolfo De Carvalho Pacagnella
Sérgio Hofmeister de Almeida Martins Costa- Universidade Federal do Rio Grande do Sul
José Geraldo Lopes Ramos- Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Renato Passini Junior
Suplentes
Ricardo Porto Tedesco - Faculdade de Medicina de Jundiaí
Samira El Maerrawi Tebecherane Haddad - Universidade Estadual de Campinas
Anderson Pinheiro - Faculdade de Ciências Médicas - Universidade Estadual de Campinas

Resumo


Introdução: Estudos têm mostrado que os escores largamente usados nos cuidados intensivos têm superestimado a morbidade e a morte maternas. O modelo matemático CIPHER (Collaborative Integrated Pregnancy High-dependency Estimate of Risk) foi desenvolvido para prever morte materna, tempo prolongado de suporte à vida (> 7 dias) e intervenções que salvam vidas nas primeiras 24 horas após admissão em unidade de terapia intensiva (UTI). Objetivo: Validar externamente o modelo prognóstico CIPHER em gestantes e mulheres no pós-parto admitidas em UTI. Métodos: Foi realizada uma coorte de validação retrospectiva e prospectiva incluindo gestantes e mulheres no pós-parto até o 42o dia admitidas na UTI obstétrica de dois centros de referência no Brasil: Hospital da Mulher (CAISM) na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) localizado na cidade de Campinas, estado de São Paulo, com dados coletados entre 1 de janeiro de 2013 e 31 de dezembro de 2015 e Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP), localizado na cidade do Recife, estado de Pernambuco, com dados coletados entre 29 de outubro de 2018 e 30 de setembro de 2019. Mulheres que permaneceram na UTI por menos de 24 horas foram excluídas. Para o cálculo do tamanho da amostra, foi considerado o nível de significância bicaudal de 5 com o menor erro amostral de 3 . O desfecho principal foi uma variável composta construída com informações sobre a ocorrência de morte materna ou suporte orgânico por mais de 7 dias ou intervenção para salvar vidas ou uma combinação dessas. Para avaliar o desempenho do modelo CIPHER, foi utilizada uma curva ROC (receiver operator characteristic) e uma calibração através do teste Hosmer-Lemeshow statistic (H-L) de acordo com a diretriz de relatório recomendada pela declaração TRIPOD. Realizamos uma análise descritiva comparando os resultados do presente estudo com os resultados da validação interna. Também comparamos o desempenho do modelo CIPHER com os escores SOFA, APACHE II e SAPS III em predizer o desfecho materno grave (DMG). Para comparar o desempenho do modelo CIPHER com os outros escores, curvas ROC foram usadas e a calibração de cada escore foi avaliada usando o teste H-L. A razão de mortalidade padronizada (SMR) foi usada para avaliar o desempenho geral de cada escore. Independente aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) foi obtida em cada hospital: Hospital da Mulher (CAISM) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) (CAAE: 06906912.4.0000.5404) e Instituto de Medicina Integral

Professor Fernando Figueira (IMIP) (CAAE: 97753618.5.1001.5201). Resultados: Uma coorte de 590 mulheres foi analisada. O desfecho composto foi observado em 90 (15,2 ) mulheres. Destes, 13 (2,2 ) foram mortes maternas e 77 (13 ) requereram um ou mais componentes de suporte prolongado de órgãos (> 7 dias) ou intervenção para salvar vidas. Embora um ponto de corte do CIPHER ³ 11,6 tenha sido significativamente associado a uma maior probabilidade do desfecho em ambos os centros, a área sob a curva ROC do modelo CIPHER não mostrou capacidade diagnóstica significativa (AUC 0,53) e, consequentemente, sua calibração foi ruim (H-L p < 0.05). O DMG foi observado em 216 (36,6 ) mulheres. Destes, 13 (2,2 ) foram mortes maternas e 203 (34,4 ) tiveram um ou mais critérios de near miss. A área sob a curva ROC do modelo CIPHER não mostrou capacidade diagnóstica significativa novamente (AUC 0,52). O SAPS III apresentou o melhor desempenho para predição de DMG (AUC 0,77, H-L p > 0,05 e SMR 0,85). Conclusão: Embora o modelo CIPHER tenha o potencial de prever desfechos maternos graves em ambientes de UTI, sugerimos fortemente a recalibração das variáveis propostas para hospitais públicos em países de baixa e média renda para melhor alinhar o modelo com as características da população relevante. Como o modelo CIPHER ainda não está pronto para uso clínico, o SAPS III deve ser considerado para a predição de DMG.